A bebida dos escritores


[...] Se você quer se sentir mais próximo dos autores, o site Flavorwire fez uma compilação das bebidas preferidas de 10 autores. [...]

Ernest Hemingway
O escritor é associado a diversas bebidas e, principalmente, ao ato de beber propriamente dito. Mas dentre tantas opções, duas se destacam como as favoritas. A primeira delas é o mojito, drink que conheceu (entenda-se: bebeu litros) no tradicional bar cubano La Bodeguita del Medio, em Havana. O segundo é uma versão especial de Daiquiri, registrada na International Bartenders Association como Hemingway Special.

[...]

Oscar Wilde
Wilde adorava a companhia da fada verde. Sobre o absinto, ele disse a seguinte frase: “O primeiro estágio é como qualquer bebida. O segundo é quando você começa a ver coisas monstruosas e cruéis, mas se você perseverar, entrará no terceiro estágio, no qual você vê coisas que gostaria de ver. Coisas curiosas e maravilhosas”. Tudo isso graças ao grau alcoólico entre 40% e 90% que a bebida possui e à fama de alucinógena.

Wilde e o absinto

Charles Bukovski
Se o Tianastácia diz que Steinhäger com cerveja é que faz pirar, Bukowski discordava. Preferia sua cerveja com uma boa dose de whisky. O drink – chamado de boilermaker – é bem simples: basta misturar as duas bebidas. Outra possibilidade é beber o shot simultaneamente com a cerveja. A combinação é forte e traz dor de cabeça para muita gente, mas precisava de muito mais que isso para derrubar o escritor beberrão.

Bukowski e o boilermaker

Carson McCullers
A autora de O coração é um caçador solitário, de 1940, criou o Sonnie Boy, uma mistura de chá quente com xerez. Carson costumava guardar a bebida em uma garrafa térmica para que pudesse beber durante todo o dia, sob o disfarce de uma aparente sobriedade. Ela costumava dizer: “estou bebendo chá quente e não estou fazendo muita coisa”.

Carson McCullers e seu “chá quente”

F. Scott Fitzgerald e Zelda Fitzgerald
Dizem as histórias que o casal Fitzgerald era chegado a uma festa e, em consequência, a uma boa bebedeira. A preferência dos dois pelo gim é, segundo Scott, porque o odor da bebida não era perceptível no hálito. Pena que ele dizia isso enquanto dançava pelado em cima das mesas, situação na qual ninguém iria reparar no bafo. Com relação à bebida, ele disse que “primeiro você toma um drink, depois o drink toma um drink, depois o drink toma você”.

O casal Fitzgerald e o gin

Anne Sexton
A poetisa estadunidense gostava mesmo era de um Dry Martini. Sua companheira de bar era ninguém menos que Sylvia Plath, com quem saía após as aulas de poesia em Boston para encher a cara no Ritz Carlton. Após alguns drinks, as duas saíam nas ruas para paquerar os rapazes.

Anne Sexton e o Dry Martini

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William S. Burroughs
O pintor, crítico social e autor de 60 obras, entre elas Almoço nu, curtia a simples combinação de Coca Cola com vodka. Ou melhor, de vodka com Coca Cola, já que os drinks de Burroughs eram caprichados no álcool. Mas isso não fazia muito efeito, já que o consumo exagerado de heroína provavelmente tirava o seu paladar. Costumava dizer que “a droga nacional é o álcool. Tendemos a considerar o uso de qualquer outra com um horror especial”.

A coca com vodka de William S. Burroughs

Dylan Thomas
Era só aparecer um whisky puríssimo que o poeta galês já ficava feliz. Não contente com apenas um, continuava bebendo até não poder mais. O problema com a bebida foi tão sério que, em 1953, acabou falecendo por conta do alcoolismo, após ingerir 18 doses de sua bebida preferida.

Whisky puro para Dylan Thomas

Dorothy Parker
A poetisa norte-americana, crítica literária e indicada duas vezes ao Oscar de melhor roteiro, tomava várias bebidas ao longo do dia. A escolha da preferida era bem difícil para Dorothy, mas ela deixava até os Martinis de lado por conta do Whiskey Sour.

Dorothy Parker e o Whiskey Sour

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William Faulkner
Faulkner era o típico escritor que acreditava escrever melhor sob o efeito das bebidas, de preferência whisky. Sua combinação preferida era o Mint Julep, do qual ele não desgrudava e mantinha um copo sempre cheio em sua mesa de trabalho.

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*Todas as receitas foram retiradas do International Bartender Association.

Ainda na onda do álcool, o site Cinismo Ilustrado recriou a embalagem de quatro bebidas famosas, mas trocando as marcas pelo nome de escritores que se relacionassem com a bebida. Bukowski, por exemplo, vira uma marca de cerveja. Vale o clique.

Fonte: Pra ler

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