Arquivo da categoria: Atualidades

wattpad – Livros, relatos e textos criados por todos e para todos

WattPad vem evoluindo desde 2006, de um aplicativo criado principalmente para dispositivos móveis que permitia compartilhar textos interessantes, nasceu uma robusta comunidade de escritores e leitores, com milhares de livros gratuitos e relatos de todo tipo.

Presumem ter 5 milhões de histórias registradas e 500.000 adicionadas a cada mês, com quase 2 bilhões de minutos investidos mensalmente no site, 8 milhões de visitas únicas diárias e um comentário realizado a cada segundo.

Alguns dos títulos ali encontrados tem sido lidos mais de 10 milhões de vezes, contando com até 10.000 comentários.

Sem dúvida, um bom lugar para compartilhar o que escrevermos e descobrir novos talentos no mundo da literatura.

Fonte: Wwwhat’s new

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, TIC's na educação

Revolução nas universidades

Avanço do ensino superior online nas melhores escolas tornará o conceito de diploma algo arcaico; e isso é bom
 
Thomas Friedman
 
Deus sabe que há muitas más notícias no mundo atual que nos derrubam, mas está ocorrendo alguma coisa formidável que me deixa esperançoso com relação ao futuro. Trata-se da revolução, incipiente, no ensino superior online.

Nada tem mais potencial para tirar as pessoas da pobreza – oferecendo a elas um ensino acessível que vai ajudá-las a conseguir trabalho ou ter melhores condições no seu emprego. Nada tem mais potencial para libertar um bilhão de cérebros para solucionar os grandes problemas do mundo. E nada tem mais potencial para recriar o ensino superior do que as MOOC (Massive Open Online Course), plataformas desenvolvidas por especialistas de Stanford, por colegas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e por empresas como Coursera e Udacity.

 
Leia o artigo completo aqui
 
Fonte: O Estado de São Paulo

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades, Educação

Já é possível trabalhar com Google Slides sem precisar acessar à Internet

O uso de ferramentas baseadas em nuvem nos fornece certas vantagens, porém também devemos levar em conta que nem sempre podemos contar com acesso à Internet, por isso o usuário da ferramenta de apresentações do Google DriveGoogle Slides, com certeza, ficará bem contente em saber que à partir de agora já podetrabalhar sem conexão à Internet, sincronizando-se as mudanças realizadas quando voltar a ter acesso.

Para isso, caso já tenha configurado Docs para trabalhar sem acesso, não precisará fazer nada, mas, caso contrário, terá que seguir algumas instruções para habilitar a possibilidade de trabalhar sem acesso, que servirá tanto para Docs como para Slides. Se espera, em breve, poder aplicar essa possibilidade também a Google Sheets.

Porém, vale ressaltar que para poder trabalhar sem conexão à Internet, é preciso usar ou Chrome ou Chrome OS, segundo informa a própria companhia em um pequeno comunicado tanto no blog oficial de Google Drive como de maneira simultânea, também em seu blog empresarial.

Assim, o usuário que estiver no trem ou avião, ou mesmo em algum lugar onde não exista cobertura, poderá trabalhar em seus projetos criando, editando, comentando, e inclusive vendo suas apresentações sem necessidade de ter acesso à Internet, sincronizando-se todos as mudanças no momento de voltar a ter conexão.

Fonte: Publicação oficial em Google Enterprise

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Google disponibiliza Painel do Conhecimento para usuários brasileiros

 

Google anunciou a oferta de seu serviço Painel do Conhecimento para usuários brasileiros.

Por meio dele, o usuário consegue obter as principais informações sobre um assunto – ou tema – na página de resultado do serviço de buscas, logo após fazer uma pesquisa.

As informações são exibidas em uma caixa, localizada à direita da tela, em um espaço antes ocupado pela publicidade.

A ficha é parecida com um artigo da Wikipedia e traz informações como data de nascimento (caso seja uma personalidade), área de atuação, descrição, imagens etc.

Para acessá-lo, não é preciso nenhum comando especial. Porém, o artigo precisa já ter sido indexado pelo algoritmo.

Segundo o Google, o novo serviço cobre atualmente 570 milhões de tópicos, como filmes, lugares, filmes de futebol, celebridades, animais, comidas etc.

Além de português, o serviço está disponível em inglês, espanhol, francês, alemão, russo e italiano.

O recurso deve ser ofertado gradualmente nos próximos dias aos usuários. Por enquanto, as pesquisas retornam resultados em inglês.

Fonte: Info

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

54 cursos universitários online e gratuitos que começam em janeiro

Com o início de um novo ano também se renovam as propostas das grandes Universidades que optaram por oferecer cursos online gratuito. Durante janeiro começarão 54 novos cursos gratuitos através de diferentes plataformas.

Por exemplo, desde Coursera temos 49 cursos online de universidades como a Universidade Johns Hopkins, Universidade Duke, Universidade da Pensilvania, Universidade de Washington, Universidade Estadual de Ohio, Universidad Stanford, Universidade de Edimburgo, entre outras.

Coursera

Cursos das áreas Humanas, Economia, Finanças, Educação, Informática, Medicina, entre outros. Por exemplo em Análise de Dados e Estatísticas, encontramos estas propostas de Coursera:

Computing for Data Analysis, um curso de 4 semanas, da Universidade Johns Hopkins onde entre outros temas se introduzirá a programação estatística com R, cobrindo todos os detalhes técnicos desta linguagem para a gestão de dados. Ou podemos optar pela proposta da Universidade de Washington com Computational Methods for Data Analysis onde se analisará a aplicação dos métodos estatísticos à engenharia, física e ciências biológicas.

Para ver todas as propostas disponíveis durante este mês, só temos que nos dirigir a “Cursos” e veremos as datas do início de cada curso.

Também encontramos três propostas em EdX. Para aqueles interessados nos processos fundamentais da engenharia de software a proposta é da Universidade Berkeley com CS169.1x: Software as a Service, além de apresentar Introduction to Statistics, analisando os fundamentos dos métodos estatísticos. Encerrando as propostas para este mês com a Universidade de Harvard apresenta HLS1x: Copyright, que começa em 28 de janeiro.

EdX

No portal da Universidade de Stanford, Class2Go, nos encontramos com um segundo lançamento do curso online Introduction to Databases, prometendo conteúdo atualizado e mais material de consulta.

E uma proposta completamente diferente desde Leuphana , uma universidade no norte da Alemanha, que partirá de sua plataforma digital, o curso intitulado “ThinkTank – Ideal City of the 21st Century”. Este projeto que se levará a cabo mediante equipamentos, pretende que os assistentes possam desenvolver sua visão do que seria a cidade ideal do século XXI.

Alguns dos cursos já começaram, porém, ainda é possível inscrever-se e acessar a todo o conteúdo apresentado até a data.

Fonte: Wwwwth’s new

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Educação

O futuro do LIVRO

por Matinas Suzuki Jr. | Revista e

O jornalista Matinas Suzuki Jr. tem longa carreira na área com passagens pela Folha de S.Paulo, TV Cultura, Editora Abril, Portal iG, entre outros grupos do setor. Atualmente, é editor da Companhia das Letras. Em encontro realizado pelo Conselho Editorial da Revista E, o convidado desta edição falou sobre as mudanças do mercado editorial com o surgimento do livro digital, sobre o self-publishing e as transformações e desafios do jornalismo cultural. “Há uma série de associações culturais simbolizadas no livro que o digital não demole. (…) acho que essa aura de algo importante e intangível que o livro traz é mais forte que um jornal, um CD ou um filme”, diz. A seguir, trechos.

E-books
Eu vi parte do mundo digital chegando quando ainda estava nos jornais e nas revistas, e foi um impacto muito forte. Eu vi o nascimento do UOL, logo depois o mercado da música passou por essa transformação, talvez a mais radical de todas; o cinema vem passando por isso também. É um dado da contemporaneidade. O livro tem uma particularidade que eu acho importante. Jornal, música popular e televisão são fenômenos do final do século 19 e começo do 20, portanto são produtos da modernidade; o livro não, ele é um objeto de 500 anos. Há uma história de relacionamento com o livro que é diferente. O livro basicamente não mudou como produto físico em 500 anos. Ele sempre foi, na casa das pessoas, uma espécie de oráculo. As pessoas construíam bibliotecas; quem não tinha colocava os livros numa estante, como se o fato de você ter livros em casa o colocasse em um patamar diferente. O livro está associado a saber, formação, mudança de vida, de comportamento. Há uma série de associações culturais simbolizadas no livro que o digital não demole. Não é que não haverá livro digital ou que não diminuirá o espaço do livro físico, isso tudo vai acontecer mais cedo ou mais tarde, mas acho que essa aura de algo importante e intangível que o livro traz é mais forte que um jornal, um CD ou um filme. Esse relacionamento do livro como um objeto quase sagrado – não é à toa que a Bíblia é o livro mais lido no mundo –, essa relação a cultura não vai perder. Mas, ao mesmo tempo, teremos um processo de digitalização, porque o papel custa caro, a impressão custa caro e a distribuição num país como o Brasil é complicadíssima. Nós, no Brasil, temos tiragens pequenas, isso significa que você vai entregar de dois a três exemplares por livraria no país inteiro. Do ponto de vista econômico, isso não faz sentido, é exorbitante. O mundo digital traz uma racionalidade de custos, de procedimentos e uma rapidez, contra as quais é impossível lutar. A Amazon, por exemplo, diz que os leitores de Kindle compram mais livro do que os que não são leitores de Kindle, na média. Ele compra não porque lê mais, na minha opinião, mas porque comprar na internet é mais fácil, é mais barato, é só apertar um botão, o download ?do livro é rápido. No fim das contas, o que interessa é se o livro está bem escrito, se tem qualidade, o que fica do conteúdo, isso é mais importante que o objeto em si.

Self-publishing
Vejo com bons olhos este fenômeno. Todo mundo tem direito de publicar seu livro e o self-publishing barateia demais. Acho que é um fenômeno contemporâneo, assim como hoje é muito mais fácil gravar um CD, fazer um vídeo; faz parte dessa facilidade de acesso aos meios de produção do mundo contemporâneo. O problema do self-publishing é a divulgação; este é o desafio para quem usa esse canal. Outro ponto é o editor. Uma coisa é você escrever um livro, outra é editar um livro. Praticamente 100% dos livros brasileiros e alguns estrangeiros que lançamos pela Companhia das Letras têm a presença do editor dizendo: esse personagem não está muito bom, a história aqui está fraca, eu não abriria o livro dessa maneira. Os bons livros são, de certa maneira, produto dessa relação. E os bons autores são aqueles que trabalham bem com essa relação, pois eles sabem que uma coisa é o que se escreve e outra é como as pessoas vão ler aquilo. E muitas vezes o autor não tem consciência de alguns problemas do livro. O trabalho do editor é importante por isso, ele organiza melhor a leitura para os leitores, dá um acabamento no livro. Isso, o autor não necessariamente contempla no self-publishing. Em algumas experiências de self-publishing, você coloca seu capítulo no site e os membros da comunidade comentam. Isso é legal, pois essa possibilidade de interferência existe.

Jornalismo cultural 
Eu não gostaria de estar na pele de um editor de cultura nos jornais hoje, o trabalho é muito difícil. A vida cultural ficou muito mais complexa do que era no começo dos anos 1980 no Brasil, quando eu estava na redação. A oferta aumentou em quantidade e qualidade, além disso entraram para o repertório dos cadernos da cultura coisas que não eram da pauta, como moda, gastronomia. Hoje em dia, a quantidade de exposições de qualidade em cartaz é incomparável com aquela época. E, nos jornais, você tem poucas páginas, um número reduzido de pessoas para cobrir e tem que dar conta dessa diversidade. Naquela época, a sociedade inteira estava a favor da imprensa, eram os anos da abertura política, você contava com uma ressonância muito grande do que se fazia. Outra coisa, o país estava ansioso por novidades, vinha um novo Brasil, uma nova geração de políticos começava a aparecer e as pessoas estavam ávidas por boas coisas culturais, a gente tinha passado por 20 anos de censura. E o jornalismo estava com os procedimentos muito envelhecidos, estava muito cicatrizado pela época da ditadura. Nos anos de 1980, começaram a aparecer os primeiros grupos de produtores de vídeo, como o Fernando Meirelles, os novos artistas plásticos brasileiros, como o Nuno Ramos, as bandas de rock brasileiras. A Companhia das Letras também surge neste período, mudando a maneira de se fazer livros. A Mostra de Cinema de São Paulo começa ali com o Leon Cakoff. Então, tudo o que você fazia na direção de apoiar e dar espaço para esses movimentos tinha uma repercussão muito grande. E a cultura tinha uma espécie de centro de onde tudo irradiava. Hoje não existe mais esse centro, as coisas estão muito mais dispersas. Por isso, o trabalho de um editor de cultura é muito difícil hoje, ainda mais em um veículo que não sabe seu futuro, como o jornal. As condições objetivas são muito melhores, pois hoje em São Paulo se tem muito mais acesso à cultura, as opções são imensas, mas para um editor da área cultural essa riqueza é uma dificuldade para trabalhar.

O jornalista Matinas Suzuki Jr. esteve presente na Reunião do Conselho Editorial da
Revista E em 17 de outubro de 2012

“Todo mundo tem direito de publicar seu livro e o self-publishing barateia demais. Acho que é um fenômeno contemporâneo, assim como hoje é muito mais fácil gravar um CD, fazer um vídeo; faz parte dessa facilidade de acesso aos meios de produção do mundo contemporâneo.”

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Educação

O concreto e as nuvens – livro impresso x livro digital

Começo este texto com um “apesar de”, e me lembro de Clarice – em Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres. Apesar de, resisto. Apesar de, não cedo. Apesar do risco do antiquado e retrógrado, apesar do melhor manuseio, transporte, armazenamento e de todos os outros motivos possíveis: prefiro o   aovirtual – ainda.

Com uma dependência cada vez maior da tecnologia, da internet  móvel, do acesso rápido e com as facilidades provenientes da digitalização e informatização do mundo, natural seria eleger as páginas passadas ao leve toque na tela como prediletas. Um acervo enorme dentro de um pequeno dispositivo, “conectável” em qualquer lugar. Dez, cem, trezentos livros ali à disposição, com você aonde quer que se vá. A fila do banco está grande? O médico está atrasado? A viagem é interminável? Liga-se o aparelhinho e escolhe-se um livro para ler. Simples, fácil, cômodo. Downloads em poucos minutos. Um catatau de 1200 páginas pesando menos de 50g. Dom Quixote, Os Maias, a Bíblia: levados no bolso, e em edições sem cortes.

A César o que é de César: a tecnologia veio ajudar, trazer mais conforto e opções, sim. Não me ponho em oposição.

Mas sou dessas que gostam do toque, da aspereza ou maciez do papel. De ver as letras impressas em tinta, sentir o alto relevo, a capa dura (ou não). Descobrir a idade do livro pelo cheiro, saber se esteve guardado por muito tempo em alguma estante – esquecido – ou se é cria nova e fresca. Virar as folhas, que – às vezes – colam umas às outras e ter que lamber de leve as pontas dos dedos para auxiliar na empreitada (apesar dos protestos de arquivologistas e bibliotecários). Prefiro o contato à distância. Ver a pilha aumentando em casa de tempos em tempos: os lidos e os “para ler”, divididos em montes que podem ser grandes ou pequenos. Ou tê-los organizados numa estante limpa e bem cuidada. Há quem chame egoísmo cultivar exemplares numa – mesmo pequena – biblioteca particular. Lamento.

Livros são presença física, como pessoas queridas: conversas através de programas que encurtam distâncias jamais substituirão o estar delas conosco frente a frente. Poder experimentá-los com todos os sentidos possíveis é inigualável. Parece-me que ter o livro nas mãos faz dele mais Livro, mais gente, mais humano, numa categoria superior aos outros sem papel.

Talvez um dia eu me convença de que o apesar de deve ser esquecido. Ou ao menos reavaliado. Talvez um dia eu compreenda sensivelmente os passos que o mundo deu e me adapte. Mas cresci colecionando gibis e livros em caixas e as acompanhava diminuírem de tamanho com o tempo. Retirava os exemplares dali semanalmente para limpá-los de um por um, até escolher o que seria lido, como num ritual místico. Difícil acostumar a vê-los independentes, impessoais e sempre limpos.

Fonte:  Livros e Afins

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Livros para mudar o mundo

Quer saber uma ótima ideia para ajudar a transformar o mundo? Anote aí:

Crie uma loja virtual de CD’s, DVD’s e, claro, livros. Desse tipo de coisas que todo ama. Então, ofereça entrega grátis para o mundo inteiro (assim sua ideia terá um alcance, digamos, daqui até à Nova Zelândia e vice-versa, por exemplo). Estruture bem o site, organize a distribuição, o estoque (uns 4 milhões de títulos ou mais deve ser suficiente para começar) e escolha um nome que transmita bem a intenção do projeto. Então, pegue todo o lucro – 100% mesmo – e doe para ações sociais através de uma instituição de credibilidade. Parece utopia? Pois é exatamente essa a ideia do site Good Books, idealizado e mantido pela parte neozelandesa da Oxfam, uma ONG internacional de combate à desigualdade social.

O projeto se mantém por meio de parceria com blogueiros, escritores e empresas como a Paperback Shop UK (PBS), que faz a ponte entre fornecedores e distribuidores. Além disso, o Good Books tem um diferencial crucial para os dias de hoje: uma campanha de divulgação bem atrativa, com alto potencial de viralização.

Com a colaboração da agência String Theory e o estúdio britânico The Mill, eles criaram a série de animações “Grandes autores”. Os curtos vídeos fazem releituras de grandes trabalhos literários e ainda explicam a causa da Good Books. Uma das animações, sobre a obra de Hunter Thompson, você já até viu no Pra Ler. Confira abaixo mais um vídeo, dessa vez em homenagem à tradicional editora britânica Mills & Boon. E, se o espirito natalino já tiver tomado conta de você e quiser comprar uns livros por lá, só clicar aqui.

Goodbooks ‘Havana Heat’ from The Mill on Vimeo.

Fonte: Pra Ler

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

O que as Bibliotecas podem aprender com os novos usuários (e não-usuários!)

Na conferência internacional Library 2.012 (3-5 Out) a analista da Pew Internet Research Kathryn Zickuhr e a diretora da ALA Larra Clark discutiram as principais conclusões a partir de relatórios da Pew, incluindo uma análise voltada aos jovens americanos “preferências de leitura e hábitos de uso da biblioteca”. A sessão também explorou as implicações imediatas práticas para as bibliotecas públicas dos EUA.

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Educação

Gooru – busca focada no aprendizado

Gooru é um mecanismo de busca gratuito desenvolvido pela Ednovo que tem como objetivo pesquisas direcionados ao aprendizado. Funciona como se fosse um LMS com abundantes recursos e ferramentas de colaboração. Uma excelente opção para os professores recomendarem a seus alunos como alternativa ao Google. Em Gooru podemos pesquisar em coleções de recursos multimídia, vídeos, livros digitais, jogos e quizzes educacionais criados por educadores da comunidade Gooru e disponibilizados em coleções. Gooru oferece mais de 30 mil recursos para atender as necessidades de aprendizado de professores e alunos.

Fonte: Blog do Enio de Aragon

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Recursos para pesquisa, TIC's na educação

10 documentários que poderiam mudar o mundo

Com o objetivo de inspirar uma mudança real no paradigma da sustentabilidade, o site Films For Action listou os 100 documentários que poderiam mudar o mundo. Para a organização, “a meta é oferecer aos cidadãos as informações e perspectivas essenciais para criar uma sociedade mais justa, sustentável e democrática”.

Confira a seguir 10 documentários que podem mudar sua vida:

1. A Corporação (2003)

Uma mistura de filme com manifesto, o documentário A Corporação ganhou mais de 26 prêmios por examinar a natureza, evolução e impactos das corporações modernas e seu crescente papel desempenhado na sociedade e vida cotidiana.

2. The Future of Food (2004)

O documentário “The Future of Food”, que em tradução para o português significa “O Futuro da Comida”, busca retratar a evolução corrente dos alimentos geneticamente modificados vendidos nos mercados norte-americanos, Canadá e México.

3. The Economics of Happiness (2010)

Com trailer disponível no site, o documentário “The Economics of Happiness” descreve um mundo que se move simultaneamente em duas direções opostas. De um lado, os governos e grandes empresas continuam a promover a globalização e a consolidação do poder corporativo. Ao mesmo tempo e ao redor de todo mundo, as pessoas resistem a essas políticas, exigindo novas regras para o comércio e as finanças.

4. Dirt! The Movie (2009)

Ganhador de diversos prêmios, o documentário “Dirt! The Movie” busca analisar o relacionamento entre os seres humanos e o solo, incluindo sua necessidade para a vida humana e impactos na sociedade.

5. Lifting the Veil: Obama and the Failure of Capitalist Democracy (2011)

O filme, em português “Levantando o Véu: Obama e o Fracasso da Democracia Capitalista”, busca explorar o papel histórico do Partido Democrata norte-americano como o “cemitério de movimentos sociais”. Disponível em inglês.

6. What A Way To Go: Life at the End of Empire (2007)

Tim Bennett é um homem comum da classe média norte-americana, que viveu grande parte de sua vida alheio aos grandes pesadelos da sustentabilidade global. O documentário “What A Way To Go: Life at the End of Empire” mostra a jornada desse indivíduo da total complacência para a consciência. Ele investiga suas raízes ocidentais, as histórias com as quais foi criado e dá detalhes da dura realidade que humanos enfrentam agora: as mudanças escalares do clima, a escassez de recursos, ecossistemas degradados, população global em crescimento explosivo e economias globais em frangalhos.

7. War Made Easy (2007)

Narrado pelo ator e ativista norte-americano Sean Penn, o filme “War Made Easy” desenterra notáveis imagens de arquivos com distorções e exageros oficiais que revelam como a mídia norte-americana promove acriticamente as mensagens pró-guerra de sucessivas administrações presidenciais, de Lyndon Baines Johnson a George W. Bush.

8. In Transition 2.0

O documentário “In Transition 2.0″ trata sobre o movimento Transition, que propões respostas em pequena escala de comunidades globais nas áreas de alimentação, transporte, energia, educação, lixo, artes e muito mais.

9. 2012: Tempo de Mudanças

Depois de ler o livro “2012 – O Ano da Profecia Maia”, de Daniel Pinchbeck, o diretor brasileiro João Amorim decidiu se juntar ao autor para fazer o documentário “2012: Tempo de Mudanças” sobre a questão ambiental, enfatizando alternativas possíveis para mudar a situação de degradação do planeta.

10. Gasland (2010)

Ao receber uma carta de uma companhia de gás natural oferecendo 100 mil dólares para poder explorar seu terreno para extrair gás, Josh Fox inicia uma pesquisa pelos Estados Unidos e descobre um verdadeiro rastro de mentiras, contaminações e suspeitas que se transformam no filme “Gasland”.

Não deixe de assistir!

Fonte: Universia Brasil

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Leitura e Artes

Google quer oferecer respostas sem precisar das perguntas

Empresa testa novo recurso que tenta oferecer a informação que o usuário nem ao menos pensaria em buscar na internet  

Olhar Digital

O Google está tentando deixar de ser um buscador para se tornar praticamente um ‘vidente’. A empresa está testando um novo recurso para entregar informações aos usuários sem que eles nem mesmo tenham pensado em pesquisar sobre o assunto.

Tom Simonite, do MIT Technology Review, conta que ele, juntamente com outras 150 pessoas participaram dos testes do Google. Eles recebiam, durante três dias, oito mensagens diárias perguntando “O que você quis saber recentemente?” em seus celulares. O experimento recebeu o nome de Daily Information Needs Study (Estudo sobre Necessidades Diárias de Informação).

A intenção do gigante das buscas é oferecer informações que os usuários não pensam em ‘jogar no Google’. “Talvez eles perguntem a amigos, ou precisam olhar em um manual como montar uma mobília”, conta Jon Wiley, designer chefe de experiência do usuário do Google Search.

Wiley, que ajudou a dirigir o experimento, explica que incomodar os usuários perguntando o que eles gostariam de saber naquele momento é a melhor maneira de saber e oferecer as informações das quais o Google ainda não dispõe.

A princípio, o Google se basearia na geolocalização dos aparelhos mobile para exibir informações relacionadas ao lugar onde a pessoa está. Simonite dá o exemplo de que, durante o período de testes, ele perguntou qual era o tempo da fila do caixa do seu mercado local.

“Nós costumamos dizer que a ferramenta de buscas perfeita vai providenciar exatamente a informação de que você precisa, no exato momento, potencialmente sem que você precise pedi-la”, conta Jon Wiley.

Fonte: Pesquisa Mundi

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

BiblioCrunch oferece tudo que você precisa para publicar um ebook

BiblioCrunch.com é uma plataforma que permite aos escritores e editores criar e comercializar seus próprios livros digitais. Através desta plataforma, qualquer um pode compartilhar suas histórias em qualquer formato (epub, mobi, pdf).

Uma vez que o usuário digitou todos os capítulos de seu livro, pode publicar gratuitamente ou vendê-lo.

O principal objetivo deste site é ajudar os autores a criar livros eletrônicos, mas também é projetado para ajudar a compartilhar os livros.

A principal novidade desta iniciativa é o valor que você traz a plataforma de comunidade on-line, um aspecto que se destaca Miral Sattar , criador do projeto. Nesta comunidade, os escritores podem entrar em contato não só com outros escritores e leitores, mas também diretamente com editores e designers para editar ou seus ebooks.

Uma vez publicado, cada ebook tem sua própria página de download.

Fonte: Comunicação cultural

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

Bundlr – uma ferramenta excelente para trabalhos acadêmicos

Quando temos que realizar algum trabalho de investigação na Internet, encontramos com frequência vídeos, textos, tweets e outro conteúdo que pode ajudar a alimentar o resultado.

Bundlr é uma nova ferramenta que nasce com este objetivo, facilitar o trabalho de quem busca conteúdo sobre algum tema determinado na Internet, agrupando o que foi encontrado em uma única página.

Como podem ver no vídeo inferior, apenas temos que ativar o botão de Bundlr no nosso navegador para que o componente que estamos visitando seja guardado automaticamente na nossa conta, sendo possível guardar guardar também uma seleção de texto específica de alguma página.

Aqui tem um vídeo e uma captura do meu primeiro Bundlr:

 

 

Fonte: Wwwhat’s new

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Informações sobre comunicação científica / mundo acadêmico / mundo científico, Recursos para pesquisa, TIC's na educação

Você sabia? A ScienceDirect, através do Portal de Periódicos, já possui acesso a livros-texto de bibliografia básica e livros em português

Conheça os títulos recentemente assinados pela CAPES e já disponíveis nos catálogos abaixo:

 
Como material de suporte ao usuário disponibilizamos o Tutorial Online e o Guia Rápido do Usuário
onde você encontrará informações sobre como usar as ferramentas, recursos e benefícios!Veja como usar ScienceDirect no seu celular!

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Downloads, Informações sobre comunicação científica / mundo acadêmico / mundo científico, Recursos para pesquisa

Educação ganha banco de informações

 


Grupo Pearson lança banco de dados internacional sobre o tema

PublishNews | Iona Teixeira Stevens

A Pearson lança hoje o banco de informações The Learning Curve,ou “A Curva de Aprendizado”, com dados sobre o desempenho educacional de 50 países, incluindo o Brasil, e que identifica as principais ações de cada país para melhorar a Educação. O site reúne pesquisas, índices, vídeos, indicadores, cases, artigos e dados socioeconômicos do tema. O projeto é realizado pela Economist Intelligence Unit, divisão de informações de negócio do grupo britânico, e vem atender uma demanda cada vez maior por informações sobre o setor de educação no país e no mundo.

O grupo Pearson informou em nota que o estudo traz ainda “um novo índice global de habilidades cognitivas e desempenho escolar, criado a partir do cruzamento de indicadores internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos), TIMMS (Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência) e avaliações do PIRLS (Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura), assim como dados educacionais de cada país sobre alfabetização e as taxas de conclusão de escolas e universidades”.

Já no lançamento, o índice global de Habilidades cognitivas e de desempenho escolar aponta que o Brasil ficou em penúltimo, à frente apenas da Indonésia, em uma amostra de 40 países. O índice é dividido em duas categorias: habilidades cognitivas e nível de escolaridade. As pontuações indicam se os países estão acima ou abaixo da média entre os participantes. Para ler o primeiro relatório do banco de dados, clique aqui.

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Educação

Os perigos de usar Google Imagens ou Wikimedia para ilustrar nossos trabalhos

Quando escrevemos um artigo, criamos um cabeçalho ou ilustramos qualquer seção de nosso site temos que buscar conteúdo gratuito de boa qualidade que ajude a atrair a atenção de nossos visitantes ou clientes. A tentação de acessar a enorme quantidade de conteúdo de imagens no Google ou a suposta garantia de Wikimedia para encontrar fotografias “de livre uso” é enorme, porém temos que nos controlar para evitar problemas.

As pessoas que tiraram a fotografia que queremos incluir tem o direito de decidir o tipo de licença deste trabalho, e detalhes como esse devem ser negociados diretamente com o autor. Google Imagens inclui filtros em seu buscador para encontrar fotografias gratuitas, porém não é infalível, já que não tem como verificar que, efetivamente, essa foto tenha sido publicada nesse site pelo criador da mesma.

Se meu vizinho, por exemplo, encontra uma imagem protegida na Internet e, por desconhecimento, a publica em seu blog, que tem licença Creative Commons em todo seu conteúdo, Google detectará uma imagem gratuita que, na realidade, não é, gerando uma informação que pode causar problemas a muitas outras pessoas.

Algo parecido ocorre com Wikimedia, em cada fotografia, podemos ver o nome do autor e a licença da imagem, porém, não há garantia de que tenha sido realmente o autor quem subiu a imagem, nem dados de contato do mesmo para eliminar a dúvida. Wikimedia trabalha constantemente para eliminar a tempo essa informação falsa, porém durante os dias em que uma fotografia estiver disponível em seu portal até se verificar que o usuário que a subiu é realmente o autor, podem ser feitos muitos usos indevidos do material obtido.

É por isso que é importante divulgar notícias com fotos Creative Commons de 500px ou de Flickr. Estas redes sociais incluem canais de contato com os autores do material, sendo melhor para garantir que a licença mostrada é a especificada pelo autor da mesma.

http://wwwhatsnew.com/wp-content/uploads/2012/11/captura-392-600x109.jpg

Garantia de 100% nunca há, porém, se pudermos entrar em contato com o autor do material, sempre teremos um certo respaldo quanto à possíveis problemas que possam ocorrer futuramente.

Podem ver mais dicas sobre este tema no artigo: Sobre bancos de imagens grátis

Fonte: wwwhat’s news

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Educação

Gmail já permite anexar arquivos de até 10 Gigas, usando Google Drive

No blog de Gmail comentam a notícia que muitos estávamos esperando faz tempo: já é possível integrar Google Drive com Gmail para anexar arquivos grandes sem necessidade de fazer o upload deles.

Como podem ver na imagem superior, apenas temos que apertar no ícone do Drive, dentro da nova janela de composição do Gmail, e selecionar o arquivo desejado, permitindo tamanhos de até 10 Gigas, 400 vezes mais do que antes.

Gmail também verificará se todas as pessoas que recebam o arquivo terão acesso a ele, permitindo alterar a privacidade do conteúdo sem sair da plataforma de emails.

Esta opção estará disponível para todos durante os próximos dias, fiquem atentos!

 

Fonte: wwwhat’s news

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Duck Duck Go é um motor de busca com menos propaganda e mais privacidade

Oferecer ao usuário resultados de buscas relevantes baseados no modelo crowdsourcing, além de uma página limpa – com menos propagandas -, prioriza a privacidade do internauta. Este é o objetivo do Duck Duck Go, um sistema de pesquisa norte-americano.

Página inicial do Duck Duck Go (Foto: Reprodução/Ricardo Fraga)

Fundado por Gabriel Weinberg, Bacharel em Física e com Mestrado em Tecnologia e Política pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), o Duck Duck Go tem uma base de dados que utiliza o modelo crowdsourcing, semelhante ao usado pelo site Wikipédia. Neste sistema, os usuários adicionam informações sobre todo tipo de coisa e quanto maior a base de dados inserida, maior a relevância que os resultados podem obter.

Diferente do Google, que utiliza as informações de todas as pesquisas feitas pelo usuário para tornar o resultado o mais relevante possível para a pessoa, o Duck Duck Go sequer armazena as buscas feitas pelas pessoas. Assim, o buscador objetiva conseguir dar conclusões relevantes, mas sem levar em consideração os dados e gostos pessoais de seus internautas. De acordo com o serviço, nem mesmo o endereço de IP de quem faz a pesquisa é guardado.

Além de resultados mais precisos levando em conta o “conhecimento comum”, o Duck Duck Go prioriza a limpeza de seus resultados, exibindo bem menos publicidade do que os concorrentes. Então, se você utiliza muito os serviços de busca, mas não gosta de páginas poluídas e ainda preza bastante pela sua privacidade e não quer que ninguém fique sabendo o que você anda pesquisando pela Internet, esse site é uma excelente opção.

Fonte: Pesquisa Mundi, Ricardo Fraga | Techtudo

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

A INTERNET DO FUTURO

Agência FAPESP – No primeiro semestre de 2013, algumas universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo começarão a se conectar a uma rede experimental na qual serão testadas aplicações de novas tecnologias que poderão definir a internet do futuro.
Em âmbito nacional, outras dez instituições brasileiras, incluindo três do Estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) –, também serão integradas a outra rede experimental que começará a ser criada no início de 2013 com o mesmo objetivo da rede paulista.

As duas redes experimentais acadêmicas brasileiras se somarão a algumas outras estabelecidas nos últimos anos em outros países com o objetivo de preparar universidades e instituições de pesquisa a uma mudança de paradigma na tecnologia de internet, prevista para ocorrer já nos próximos anos.
Segundo especialistas na área, as redes experimentais brasileiras possibilitarão aos pesquisadores em rede do país desenvolver e testar diversas soluções locais baseadas em OpenFlow que, eventualmente, poderão ser implementadas nas redes acadêmicas para suportar tanto o atual tráfego legado de dados entre elas como também novas funcionalidades.
Como se terá acesso à interface de programação dos switches com protocolo OpenFlow que compõem as redes experimentais, é possível desenvolver e implantar diversas soluções no servidor que os controla. Entre elas estão inovações voltadas para racionalizar a utilização das redes, tornando-as mais seguras e menos sujeitas a falhas.
“O OpenFlow abre a possibilidade de se programar uma rede, em vez de apenas configurá-la, que é o que só se consegue fazer hoje. Em função disso, deverá surgir uma série de empresas que desenvolvem software para redes, a exemplo do que já está ocorrendo nos Estados Unidos”, estimou Marcondes, que participa do projeto Fibre.
Na avaliação de Marcondes e outros especialistas, a comunidade científica brasileira tem muito mais condições de participar ativamente e desempenhar um papel mais relevante nessa mudança de paradigma da tecnologia da internet para redes baseadas em software do que quando entrou em cena a web, a versão “moderna” da internet.

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

As bibliotecas não têm passado: transformam o antigo em contemporâneo

*Por Alberto Manguel | O Globo

Dizer que uma biblioteca é o repositório da memória de uma sociedade parece implicar que essa memória é algo que está distante no tempo, contemporâneo de Alexandria. A noção de que aquilo que preservamos do esquecimento pode ser tão recente como nossa infância ou a dos nossos avós nos escapa: preferimos pensar na história social como uma história antiga, velha como Matusalém. Em vez disso, as bibliotecas são os principais repositórios de nossa própria história e dão uma espécie de modesta imortalidade àquilo de que o passado deseja se apropriar. As bibliotecas transformam o antigo em contemporâneo. O lugar onde vivemos, as pessoas que vemos todos os dias, possuem histórias documentadas, intencional e involuntariamente, em toneladas de papel e tinta, em retratos e fotografias, em vozes gravadas, em papiro e rolos de cera e formatos eletrônicos. De uma biblioteca, pode-se dizer que não tem passado: tudo é presente ou, se preferirmos, tudo, inclusive este momento e este lugar em que nos encontramos, pertence a um passado no qual continuamos a existir.

Esse passado é o de cada um de nós, mas, sobretudo, é o nosso em conjunto. Uma biblioteca pública sempre guarda em si, implicitamente, a noção de uma certa identidade coletiva. Contudo, podemos perguntar: que elemento, que característica precisa define essa identidade? Obviamente, uma biblioteca regional ou nacional deve trazer a preocupação de abrigar sob seu teto a maioria das obras que esta região ou nação produziu e permitir aos cidadãos deste lugar acesso a todos os seus cantos. No entanto, para encarnar plenamente a identidade coletiva, para ser, em certo sentido, sua imagem emblemática, deve possuir algo mais, algo que permita aos leitores reconhecer nela uma duplicidade esclarecedora: ser uma instituição conservadora, mas estar sempre em crescimento, sentir-se enraizada no passado, mas traduzir constantemente esse passado em futuro, colocando-se como um centro ao mesmo tempo local e deslocalizado, como um arquivo concentrado e eclético, como um microcosmo e um macrocosmo reunidos sob um único teto.

Leitores crescem à sombra de censores e políticos 

Talvez porque a história é um gênero literário, os grandes eventos da humanidade obedecem a leis de estilo e regras de sintaxe. Nossas tragédias e comédias têm heróis e vilões, respostas memoráveis e atos simbólicos. Com esmero artístico, ainda que nem sempre alcançado, construímos nossas sociedades e instituições e, ao longo do tempo, como ocorre em nossa memória com as obras literárias, nossas ações se resumem a uns poucos parágrafos notáveis. Assim acontece com nossas ambições e empreitadas, nossas fundações e destruições, nossos finais e começos. Nossas cidades, como nossos livros e obras de arte, entesouram significados que seus autores muitas vezes desconhecem e símbolos que, às vezes sem querer, são arcaicos e universais. A arquitetura de uma cidade simboliza sua história, e toda sociedade pode reclamar como seu o epitáfio que o arquiteto Wren escreveu para seu túmulo na catedral de Westminster: “Si monumentum requeris, circumspice” (“Se necessita de um monumento, olhe em volta”). Censores e políticos sabem disso e, em nossa época, tratam de substituir as bibliotecas, centro simbólico de uma sociedade letrada, pelos bancos, centro simbólico de uma sociedade gananciosa.

Desde o princípio, há mais de cinco milênios, os leitores cresceram à sombra de censores e políticos. Os primeiros creem, apesar dos incontáveis exemplos em contrário, que é possível anular o passado, cegar o presente, espoliar o futuro, aniquilar uma ideia uma vez expressada e, literalmente, apagar as palavras da memória comum. Os outros pensam que, deformando ou empobrecendo o ato da leitura, podem transformar os leitores em meros consumidores, debilitando seu poder de reflexão e seu juízo, condição necessária para consumir às cegas — assim, por um tempo, podem alcançar seus objetivos, embora não para sempre. Ambos os esforços são, ao fim e ao cabo, inúteis, mas demonstram a extraordinária fé que as autoridades possuem nos poderes do leitor: poder de escolher, de discutir, de questionar, de transformar, de recordar, de imaginar mundos melhores. O poder do leitor é imenso.

Nas sociedades do livro, a biblioteca, apesar de ficar em um lugar específico, assume para seus leitores uma geografia universal, já que a palavra escrita elimina fronteiras. Esta geografia sem fronteiras que a palavra escrita cria elege como centro o espaço da biblioteca. Os sete mares e os seis continentes confluem para as prateleiras destes edifícios icônicos, como também as constelações, os sóis e as trevas, imensidão que converge para a mesa de cada leitor e se resume a algumas linhas do texto que está lendo. A biblioteca universal não existe, a menos que toda biblioteca seja universal.

Desde sempre temos levado conosco nossas palavras — nossos livros, nossas bibliotecas — para nos acompanhar em nossas peregrinações. A Europa herdeira de Santo Isidoro (tanto de seus talentos intelectuais como de seu antissemitismo e demais preconceitos) projetou sua enorme sombra na aventura da conquista, que outros chamam invasão. Os soldados letrados e iletrados que emigraram para o novo continente levaram não só a mitologia europeia, das sereias e amazonas ao deus redentor que agoniza em uma cruz, mas também livros que eram memória e glosa de tais mitologias. É inquietante ler na crônica da primeira viagem de Colombo que, ao ver uns peixes-boi na costa da Guiné, ele acreditava ver “três sereias que saltaram bem alto no mar, mas”, completa fielmente o almirante, “não eram tão bonitas como as pintam”. Perturba também saber que era importante para esses homens trazer a terras desconhecidas os seus livros. Dom Pedro de Mendoza, fundador da minha Buenos Aires, trouxe consigo vários tomos. Para ele, contemporâneo de “Dom Quixote”, o mundo intelectual era um só, ou, em outras palavras, para ele em qualquer empreitada particular devia intervir o universal. Em todo caso, é importante reconhecer que seu impulso foi o de dar à nova cidade o fundamento de uma biblioteca transportada e se assegurar assim, por associação, uma espécie de imortalidade.

Livros acompanharam migrações humanas 

Uma espécie de imortalidade: talvez seja este o impulso que nos leva, nas sociedades do livro, a ser nômades literários. Nossas eternas migrações são acompanhadas de leituras; entre os pertences que levamos para o exílio estão nossos livros; em nossas migrações transportamos animais, tendas, sementes, armas, mas também bibliotecas. Os reis egípcios criavam bibliotecas nas cidades mais longínquas. No século V a.C., o jovem Alcebíades, visitando um afastado povoado durante seus périplos pelas colônias gregas, deu um soco no nariz de um professor em cuja escola não encontrou um único exemplar de Homero, porque julgou que o homem havia faltado a seu dever intelectual. Alexandre, o Grande, talvez para não esquecer que os vencidos também têm voz, sempre levava a suas guerras um exemplar da “Ilíada”. No século X, Abdul Kassam Ismael, grão-vizir da Pérsia, para se sentir em casa em qualquer lugar, viajava sempre com sua biblioteca de 117 mil obras carregadas no lombo de 400 camelos treinados para marchar em ordem alfabética. Desde os primeiros tempos, os exilados se consolam com seus livros porque estes são, como queria Marguerite Yourcenar, sua pátria. Estes podem ser muitos ou apenas um. Próspero, em “A tempestade”, de Shakespeare, leva ao exílio sua biblioteca mágica, que é a fonte do seu poder. Vladimir Nabokov emigra de sua amada Rússia com o dicionário russo em seu bolso. Liao Yiwu foge da repressão na China com um pequeno exemplar de “O romance dos três reinos”, de Luo Guanzhong, em cujas margens escreve seus poemas. Toda biblioteca é herdeira destes heroicos leitores.

*Alberto Manguel é escritor e ensaísta nascido em Buenos Aires e naturalizado canadense, autor de “A biblioteca à noite” e “Os livros e os dias” (Companhia das Letras), entre outros títulos. Dia 21, às 19h, ele participará do projeto Leituras Imperdíveis, na Biblioteca Municipal de Botafogo (Rua Farani 53). O evento tem entrada franca.

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

10 Grandes Escritores que foram parar na cadeia

Algumas das mentes mais brilhantes da literatura acabaram tendo problemas com a lei ou com a política, e por isso fazem parte desta lista com uma seleção com 10 grandes escritores que foram parar no xilindró.
1 –  Marquês de Sade: Talvez dentre os escritores é o que mais conheceu e mais vezes a prisão. Escritor libertino vem de seu sobrenome o termo sadismo. Boa parte de sua literatura foi escrita dentro da prisão da Bastilha onde foi encarcerado diversas vezes, inclusive por Napoleão Bonaparte.
2 - Cervantes: Um dos maiores escritores da literatura mundial passou por problemas depois de serem encontradas discrepâncias em suas contas, o que lhe rendeu a cadeia em Sevilla.
3 – Aleksandr Solzhenitsyn: Em fevereiro de 1945, enquanto servia na Prússia Oriental, ele foi preso por escrever um comentário depreciativo em uma carta a um amigo, ND Utkevich, sobre a condução da guerra por Josef Stalin. Em 1970 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.
4 – Oscar Wilde: Escritor reconhecido por seu trabalho brilhante foi condenado a 2 anos por “atentado violento ao pudor” praticado com outros homens.
5 – Jorge Amado: Um dos escritores brasileiros mais traduzidos pelo mundo, diz-se também que foi um dos mais espionados por causa de sua ligação com o comunismo. Esteve preso entre os anos de 1936 e 1937 por se opor ao “Estado Novo”.
6 -William Burroughs: Chegou a ficar 13 dias na prisão no México pela morte de sua esposa num disparo durante um jogo de “Guilherme Tell” em que estavam todos bêbados. Seu irmão subornou alguns advogados e funcionários conseguindo sua libertação no Novo México, onde a família tinha uma casa em que ocorreu o fato.
7 – Ken Kesey: Considerado por alguns um elo entre a geração beat e os hippies foi preso por posse de maconha em 1965. Em uma tentativa de enganar a polícia, ele chegou a simular seu próprio suicídio.
8 – Camilo Castelo Branco: Um dos principais escritores portugueses casou-se muito cedo aos 16 anos, e foi preso por adultério por envolver-se com uma prima de suas esposa.
9 – O. Henry: Escritor americano que criou o termo “República de Bananas” para ditaduras tropicais na América Latina foi preso por causa de problemas com a receita federal sendo condenado a 5 anos de prisão por desvio de fundos.
10 – Graciliano Ramos: Outro escritor brasileiro a ser detido por causa da ligação com o partido comunista. Detido foi enviado ao Rio de Janeiro no porão de um navio, onde foi encarcerado. Da prisão nasceu o livro Memórias do Cárcere, onde relatou os acontecimentos da sua vida e dos presos pelo “Estado Novo.”

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Biblioteca virtual reúne mais de 150 bilhões de sites

Um biblioteca online, gigantesca e acessível. Os números do Internet Archivejustificam esses adjetivos. Fundado em 1996 pelo norte-americano Brewster Kahle, o portal reúne mais de 6 milhões de documentos em texto, áudio e vídeo.

Em crescimento constante, o arquivo online acaba de lançar um novo serviço: o TVNews, um site que reúne todos os programas jornalísticos das principais emissoras de TV dos EUA, exibidos nos últimos três anos. Grátis e com sistema de busca avançada, o endereço virtual já contabiliza mais de 350 mil arquivos.

Com possibilidade de pesquisa a partir de períodos de tempo, palavras-chave e também por redes específicas, o serviço disponibiliza, por exemplo, todos os programas que anunciaram a morte de Osama Bin Laden.

Abaixo, o Catraca Livre destaca outros conteúdos oferecidos pelo portal que possui uma depósito físico com mais de 40 mil livros, em São Franciscos, EUA.

Vídeos raros - Com mais de 900 mil registros em vídeo, a página possui desde comerciais antigos, até material integrante de coleções de grandes universidades. Entre os inúmeros destaques está um demonstrativo do computador “Lisa”, da Apple, realizado em 1985, pertencente ao acervo da Universidade Stanford.

Livros clássicos - São cerca de 3,6 milhões de arquivos disponíveis. São inúmeros os autores americanos com obras disponíveis quase por completo para download. Obras-primas como “Tristes Trópicos”, do antropólogo francês Claude Levi-Strauss, também podem ser consultadas online.

Wayback Machine – Já são mais de 150 milhões de registros no site de maior sucesso do portal. Ele é composto por imagens capturadas  por robôs que monitoram e fotografam todas as páginas da web de 1996 em diante. Como o próprio nome sinaliza, o site faz uma viagem ao tempo.

Documentos históricos –  A página reúne documentos diversos. Há desde censos da população brasileira do inicio do século XX, por exemplo,  até a carta de Pedro Álvares Cabral enviada ao rei de Portugal.

Música ao vivo - Um catálogo inúmeras raridades, como o show do Grateful Dead no Madison Square Garden, em 1979.

Aproveite para compartilhar!

Fonte: Catraca Livre

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Recursos para pesquisa

69 dicas de internet para estudantes

Com o acesso à internet cada vez maior para os estudantes, ficou quase inimaginável fazer uma pesquisa offline. Por isso, confira 69 dicas de internet para estudantes.

No Brasil, a internet chega cada vez mais aos lares das pessoas. Como consequência, esta se transformou num importante aliado do aluno para suas pesquisas e aprendizado. Hoje em dia, pode-se aprender praticamente tudo online. Por isso, nada melhor do que algumas dicas para potencializar o uso dela para ajudar você nos seus estudos e pesquisas.

imagen-relacionada

A lista está dividida em vertentes do aprendizado e contém, ao todo, 69 dicas de internet para estudantes. Confira:

1. Navegadores

É essencial que você tenha um bom navegador para realizar qualquer atividade na internet. O mais recomendado é o Mozilla Firefox, um dos melhores disponíveis atualmente. Boas alternativas: Google ChromeOpera e Safari. 2. Pesquisa

Não existe uma ferramenta ideal de pesquisa que satisfaça todas as suas necessidades, mas você pode começar com as seguintes:1- Ottobib, para pesquisas bibliográficas.

2- Google Reader, para inscrever-se nos melhores “feeds” da internet.

3- Spreeder, para ajuda-lo a ler mais rapidamente.

4- Dictionary.com, para consultar definições e significados.

5- SpellJax, para confirmar que você não teve erros de ortografia em inglês.

6- Google Video e até o Youtube, para aprender por meio de vídeos.

3. Aprendendo e fazendo brainstorm

A pesquisa é inútil se você não estiver aprendendo nada. Uma forma inteligente de aprender algo é usar mapas conceituais. Recomenda-se que você use o XMind e o FreeMind. Alternativas: Mindomo,MindmeisterCmapComapping.

 4. Comunicação: e-mail e chat

Essas duas subcategorias formam a base da comunicação via internet. Ambas oferecem vantagens em relação ao telefone, inclusive pela possibilidade de anexar informações e poder responder aos outros na hora que convém a você. E-mail recomendado: ThunderbirdGMailMozilla SeaMonkey. Chats recomendados: Adium (Mac OS X) ou Pidgin (Windows, Mac). Alternativa: Meebo.

5. Ferramentas de colaboração

Colaboração vai além de projetos de negócios como GanttProject e entra nas funcionalidades de chat e documentos editáveis, entre outras ferramentas. Use o programa Campfire. Alternativas: Scriblink e Skype. Neste último, você pode fazer conferências online e enviar pastas e documentos ao mesmo tempo.

 6. Gráficos e diagramação

Para ferramentas de gráficos, visualizações, edição, gráficos 3D e diagramação, recomendamos: Inkscape,GimpBlender e Gliffy.

7. Edição de documento

É normal ter que escrever ensaios e redações para a faculdade. É de praxe também que esses trabalhos sejam em grupo. Por isso, é positivo valer-se de ferramentas de edição de documentos, dessa forma, todos os integrantes podem participar do trabalho ao mesmo tempo. Recomendamos: OpenOffice suite. Alternativas: Google Docs + SpreadsheetsZoho e PDF Creator.

 8. Ferramentas de apresentações

Se você precisa de algumas alternativas para o Power Point, escolha o OpenOffice ou o ZohoShow ou oSlideShare.

 9. Transferência e armazenamento de arquivos

Está precisando compartilhar esses documentos e apresentações com o seu projeto de estudo? Você pode usar esses serviços: FileZilla. Alternativas: FireFTP.

 10. Produtividade e gestão de tarefas

Existe um mercado imenso de produtividade e gestão de tarefas. Nisso, estão incluídos listas de tarefas, calendários e formas híbridas para plataformas de desktops e celulares. Recomendamos: Google CalendarRemenber the MilkTada List. Para seu celular: Jott.

 11. Matemática e modelagem

Mathematica e MathCad são ótimos pacotes, mas, além de caros, estão acima das necessidades dos estudantes, ao menos que você esteja fazendo pós-graduação. Recomendamos: Gbu Octave. Alternativas:Sage MathMathwayOpen Source PhysicsPOV-Ray.

12. Programação, códigos e web development

Se você quer aproveitar todos os códigos e ferramentas abertas que existem hoje em dia, você provavelmente terá que instalar o Linux no seu computador. Ou, como alternativa, o cygwin para Windows, mas você perderá diversas ferramentas do Linuz. Mesmo que você não queria o Linux, você tem uma série de alternativas: PerlPHPPhytonRuby on RailsEclipseIngres CaféDreamspark. Se você quiser uma multi-plataforma comparável ao FrontPage ou Dreamweaver, tente o NVu.

 13. Blogs e Micro-blogs

O WordPress é o mais recomendado, mas se você não quiser pagar, use o Drupal, wiki-software. Para micro-blog: Twitter.

14. Fóruns e redes sociais

Precisa de uma rede social para seu time, classe ou projetos de departamentos e matérias? Use oBuddyPress. Alternativa: BBPress ou Vanilla forums.

 15. Finanças pessoais

Para ajudar a gerir os seus ganhos e gastos, recomendamos o Wesabe. Alternativas: DimeWiseMint eMoneytrackin’.

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

40 sites para baixar livros de graça

Sites para baixar livros gratuitos

  • Baixar Livros Grátis, site recém lançado com um catálogo razoável de clássicos da literatura brasileira e estrangeira.
  • Bartleby, eles têm uma das melhores coleções de literatura, versos e livros de referência com acesso gratuito.
  • Biblomania, uma grande coleção de textos clássicos, livros de referência, artigos e guias de estudo.
  • Books-On-Line, um diretório com mais de 50 mil publicações (a maioria grátis). A busca pode ser feita por autor, tema ou palavra-chave.
  • Bookstacks, conta com cerca de 100 livros de 36 autores diferentes. Os livros podem ser lidos on-line ou baixados em formato PDF.
  • Bored.com, milhares de livros clássicos para ler ou fazer download. É possível encontrar livros de música, jogos, culinária, ciências e viagens.
  • Classic Book Library, uma biblioteca gratuita que contém romances de mistério, ficção científica e literatura infantil.
  • Classic Bookshelf, biblioteca eletrônica de livros clássicos. Tem um programa de leitura que permite a visualização mais fácil dos arquivos.
  • Classic Reader, coleção de clássicos de ficção, poesia, contos infantis e peças de teatro. Mais de 4 mil obras de centenas de autores.
  • Ebook Lobby, centenas de ebooks gratuitos ordenados em categorias que vão desde técnicas empresariais e arte até informática e educação.
  • EtextCenter, mais de 2 mil ebooks gratuitos procedentes da Biblioteca Etext Center da Universidade da Virgínia. Inclui livros clássicos de ficção, literatura infantil, textos históricos e bíblias.
  • Fiction eBooks Online, centenas de peças de teatro, poemas, contos, livros ilustrados e novelas clássicas.
  • Fiction Wise, obras de ficção científica gratuitas. Além disso é uma loja de livros.
  • Full Books, milhares de livros completos dos mais diversos assuntos, ordenados por título.
  • Get Free Books, milhares de livros gratuitos de quase todos os temas imagináveis. Encontram-se disponíveis para download imediato.
  • Great Literature Online, vasta coleção de títulos ordenados por autor. Além de fornecer textos em formato HTML, proporciona uma linha de tempo biográfica e lista de links sobre o autor consultado.
  • Hans Christian Andersen, coleção maravilhosa de histórias e contos de fadas de Hans Christian Andersen.
  • Internet Public Library, fundada por um grupo da University of Michigan’s School of Information e Michigan SI students. Contém uma antologia com mais de 20 mil títulos.
  • Literature of the Fantastic, pequena coleção de ficção científica e livros de fantasia, com links para grupos de discussão.
  • Literature Project, coleção gratuita de textos clássicos e poesia. Esse site tem um programa de leitura em voz que pode ser baixado.
  • Magic Keys, contos ilustrados para pessoas de todas as idades.
  • Many Books, mais de 20 mil ebooks gratuitos para PDAs, iPods e similares.
  • Master Texts, base de dados gratuita que contém obras-primas da literatura, as quais podemos buscar por título, tema e autor.
  • Open Book Project, site orientado à comunidade educativa. Proporciona livros didáticos gratuitos e outros materiais educativos on-line.
  • Page By Page Books, centenas de livros clássicos que podem ser lidos página por página.
  • Project Gutenberg, mais de 25 mil títulos gratuitos estão disponíveis no Projeto Gutenberg. Adicionalmente há outros 100 mil títulos através de seus afiliados.
  • Public Literature, uma enorme coleção de literatura de grande qualidade que mostra autores clássicos e obras modernas do mundo inteiro.
  • Read Print, biblioteca on-line com milhares de livros, poemas e peças de teatro para estudantes e professores.
  • Ref Desk, seleta compilação de enciclopédias e outros livros de referência.
  • The Online Books Page, lista com mais de 30 mil livros grátis da Universidade da Pensilvania.
  • The Perseus Digital Library, projeto criado pela Biblioteca Virtual da Universidade de Tufts que possui textos clássicos e renascentistas.

Sites pra baixar audiobooks grátis

  • Audio Literature Odyssey, versões na íntegra de novelas, poemas, contos e obras literárias lidas na voz do ator Nikolle Doolin.
  • Audio Treasure, Audio Bíblia gratuita em formato Mp3. Inclui links para audiobooks cristiãos (aprecie com moderação, conteúdo perigoso).
  • Classic Poetry Aloud, podcasts de poemas clássicos e literatura inglesa.
  • Free Classic Audio Books, dúzias de clássicos para baixar e ouvir no mp3, mp4 e iPods.
  • Learn Out Loud, diretório que contém mais de 500 títulos em áudio e vídeo. Inclui audiobooks, discursos e conferências.
  • Librivox, um dos melhores sites com audiobooks de dominio público.
  • Lit2Go, coleção de autores clássicos e literatura infantil digitalizados pela Florida’s Educational Technology Clearinghouse.
  • Literal Systems, lista de audiobooks para download.
  • Spoken Alexandria Project, livraria sob licença Creative Commons com obras clássicas e atuais.
  • Classics Podcast, contém links para podcasts de leituras em latim e textos em grego antigo.

FonteCanal de Ensino

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

30 sites para baixar música gratuitamente

Já está provado que música é tudo de bom, e que nós deveríamos ouvir, fazer ou cantar todos os dias.

Pensando nisto o Catraca Livre separou uma lista com os 30 sites  internacionais mais importantes para você ouvir e baixar música de maneira fácil, legal e gratuita.

  1. iLike – Uma rede social que permite descobrir novas músicas com ajuda de seus amigos. Muitos artistas aderiram a rede para disponibilizar seus discos gratuitamente para download.
  2. Altsounds – Milhares de músicas com ótima qualidade para baixar em MP3 e sair ouvindo.
  3. bt.etree.org – Disponibiliza faixas ao vivo via streaming de artistas como Ben Harper, Jerry Garcia, Blues Traveler, Trey Anastasio entre outros.
  4. Stereogum – Com uma navegação fácil, o site publica músicas de maneira legal desde 2006. Além de disponibilizar fotos e vídeos dos mais variados artistas que você pode incorporar em qualquer site ou blog.
  5. Web Banda unsigned – É um lugar para bandas independentes compartilhar sua música e serem notadas. Músicas de todos os gêneros ficam disponíveis para download e o site apresenta um gráfico com um ranking das mais baixadas.
  6. Soundclick’s – As bandas disponibilizam seus discos e os fãs baixam as faixas para ouvir, simples e prático.
  7. Honc – “Se você ama música este é o seu site”, com este slogan o portal faz com que bandas dos mais inusitados estilos compartilhem suas músicas com o mundo.
  8. Indie Rock Cafe – O site oferece o melhor da música indie rock musichot new songs,rock bands, e os lançamentos de álbuns em MP3.
  9. DMusic – Desde 1998, atualiza diariamente o ranking dos 22 melhores artistas colocando para baixar seus álbuns.
  10. iCompositions – “Nós ajudamos os artistas a se conectar, colaborar e compartilhar suas músicas com o mundo”. É dedicado aos músicos ou aspirantes.

Aproveite e compartilhe!

Fonte: Catraca Livre

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

Enciclopédias e bibliotecas virtuais de todo o mundo

Destacamos abaixo as principais enciclopédias e projetos de compilação de informações disponíveis na internet. Nos endereços é possível pesquisar sobre literatura, cinema, teatro, ciências, entre outros temas. Oferecendo consulta gratuita em diferentes idiomas, as páginas reúnem – além de textos – mapas, filmes a até gravações de áudio.

Bibliotheca Alexandrina – A Biblioteca de Alexandria está em processo de digitalização de seu conteúdo. A maior parte do material disponível está em árabe.

Encyclopaedia Britannica – Restrita ao ambiente virtual desde março de 2012, a enciclopédia oferece consultas ao conteúdo gratuitamente e também por meio de um serviço pago.

Biblioteca Nacional Digital de Portugal – O endereço virtual disponibiliza para consulta cerca de 24 mil obras em português e outras línguas.

Biblioteca Nacional Digital – A Bliblioteca Nacional tem um catálogo com mais de 25 mil itens digitalizados disponíveis para consulta.

Biblioteca Digital Mundial – Iniciativa da Unesco e da Biblioteca do Congresso dos EUA, o endereço virtual tem como propósito reunir conteúdo histórico de todas as regiões do mundo.

Projeto Gutenberg – Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.

Biblioteca do Congresso dos EUA –A biblioteca digitaliza seu conteúdo desde 1994. No endereço estão disponíveis fotografias, manuscritos, mapas, filmes e gravações de áudio.

Wikipedia – Enciclopédia virtual mais famosa entre todas as listadas, reúne milhões de artigos em idiomas em inglês, francês e alemão e português.

Domínio Público – No ar desde 2004, reúne mais de 200 mil obras em português entre textos, imagens, vídeos e arquivos em áudio que – como o nome sugere – caíram em domínio público.

Perseus Digital Library – O projeto é especializado em material das culturas greco-romanas, mas também possui conteúdo de outros períodos históricos.

Open Library – Projeto que ambiciona criar uma página na internet para cada livro já publicado no mundo, já tem um acervo com 20 milhões de itens.

Internet Archive – Integrante da Open Library, é um projeto que tem como proposta armazenar todos os sites do mundo desde 1996.

Fonte: Blog do Enio de Aragon

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Recursos para pesquisa

7 melhores sites para aprender online

Não tem tempo para fazer uma universidade, mas quer estudar? Sua opção pode ser fazer um curso online. Confira os melhores.

Com a tecnologia cada vez mais desenvolvida, não temos mais que nos prender à educação presencial, embora esta seja ainda muito importante. Se você não tem tempo, pode fazer um curso online. Separamos os melhores para você em inglês dos Estados Unidos.

imagen-relacionada1. Coursera - A Coursera oferece 198 cursos, com áudio e vídeo-palestras. O nível do curso é “college”, ou seja, faculdade, em inglês. Nestes cursos, o aluno deve realizar tarefas e provas a cada matéria aprendida.

 2. Udacity - No Udacity, há 24 cursos online, com áudio e vídeo-palestras, exercícios e provas, de nível universitário. Todos gratuitos.

3. Udemy - São 4.653 cursos que oferecem palestras em forma de vídeo e áudio, apresentações e outras formas mais chamativas de aprendizado. Os cursos são acadêmicos, de grandes universidades americanas. No entanto, qualquer um pode fazê-lo, sem restrições. Os cursos podem variar de gratuitos a 29 dólares.

4. Khan Academy - São 3.400 cursos no Khan Academy que, em sua maioria, preparam os alunos para entrarem na universidade. Ou seja, são cursos pré-universitários. Eles oferecem áudio e vídeo-palestras, além de exercícios e tarefas e relatórios de progresso. São cursos gratuitos.

5. BenchPrep - No BenchPrep você tem acesso a mais de 200 cursos com palestras em áudio e vídeo, tarefas, provas e outros materiais mais dinâmicos de aprendizado. São cursos para o colegial, faculdade, treinar para o SAT, obter experiência profissional, etc. Eles custam 20 dólares por mês.

6. The Great Courses - Aprenda por meio de áudio e vídeo-palestras no The Great que também oferece outros materiais mais dinâmicos de aprendizado. São cursos para pré-universitários, universitários e profissionais. Os preços variam de 20 a 200 dólares.

7. Straighterline - O Straighterline oferece 40 cursos com livros e outras formas de aprendizado, além de provas e quizzes para avaliar seu desempenho. Eles custam 99 dólares por mês mais 39 dólares de material.


Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

QEdu: aprendizado em foco

QEdu é um portal aberto e gratuito desenvolvido em parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, onde encontram-se informações sobre a qualidade do aprendizado em cada escola, município e estado do Brasil.

No QEdu, você fica sabendo quantos alunos aprenderam aquilo que é adequado para cada etapa e consegue, assim, compreender melhor a educação no Brasil. Informações sobre o aprendizado dos alunos do 5º e 9º anos em matemática e português; o perfil dos alunos, professores e diretores; o número de matrículas; e informações sobre infraestrutura escolar. Os dados são da Prova Brasil e do Censo Escolar.

Fonte: Pesquisa Mundi

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Catadora cria biblioteca com obras encontradas no lixo no interior de SP

A catadora de recicláveis Cleuza Branco de Oliveira, 47, lê obra na cooperativa de Mirassol

A catadora de recicláveis Cleuza Branco de Oliveira, 47, lê obra na cooperativa de Mirassol, no interior de SP

A catadora de recicláveis Cleuza Aparecida Branco de Oliveira, 47, sempre cultivou o sonho de ter uma biblioteca em sua casa, em Mirassol (455 km de São Paulo). Apaixonada por leitura, queria poder emprestar livros a pessoas sem condições de comprá-los.

De tanto ver obras jogadas no lixo de escritores como Machado de Assis, José Saramago e Érico Veríssimo, Cleuza, então semianalfabeta, passou a lê-las e pôde, neste ano, realizar seu sonho.

Foi guardando livros e inaugurou a biblioteca não em casa, mas na associação de catadores, da qual participa, localizada no centro de triagem do lixo.

O acervo já conta com 300 títulos. Criado e administrado por 11 catadores, o espaço tem um canto de leitura, uma brinquedoteca, uma área para discos, brechó e, claro, os livros.

A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser comprá-las -há títulos repetidos-, paga R$ 0,50 por livro. A renda vai para a própria associação. O local também faz trocas.

“Não tem burocracia e não precisa preencher nada. Alguns levam para casa e outros optam por ler no próprio barracão”, afirmou o biólogo Luiz Fernando Cireia, 31, incentivador e usuário do projeto.

Empresas de Mirassol também têm feito doações, que vão possibilitar, inclusive, a ampliação da área, de acordo com Cleuza.

Com salário de R$ 500 mensais, os catadores terão um pequeno acréscimo de renda, ainda não calculado, graças à venda de alguns títulos.

Mas Cleuza garante que o objetivo não é financeiro, é dar aos colegas a oportunidade de ler esses livros.

Fonte: por Augusto Fiorin, na Folha de S.Paulo

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Literatura e HQ brasileiras para o mundo

Fundação Biblioteca Nacional abre convocatória para tradução de obras brasileiras de literatura infantojuvenil e histórias em quadrinhos. Editoras estrangeiras interessadas em traduzir, publicar e distribuir, no exterior, obras de autores brasileiros nestes segmentos podem concorrer a bolsas de até US$8 mil.

As obras apoiadas deverão ser publicadas até 1º de março de 2014. Tanto os projetos enviados para avaliação, quanto os projetos aprovados deverão respeitar as normas e os critérios estabelecidos no edital do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, disponível no portal da Biblioteca Nacional: http://www.bn.br.

Estimular a publicação internacional de autores brasileiros de literatura infantil e juvenil é uma das prioridades da FBN uma vez que, em 2014, o Brasil será homenageado na Feira do Livro para Crianças de Bolonha, a mais importante neste setor.

A revista, parceira da FBN com o Itamaraty, Itaú Cultural e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, será lançada na Feira de Bolonha, em março de 2014.

Fonte: Blog da BN

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

100.000 Stars: Explore nossa galáxia através desse novo experimento do Google Chrome

São 100 mil estrelas mapeadas ao longo da Via Láctea

por Carlos Merigo | Brainstorm

Em um novo experimento para o Chrome, o Google lançou guia interativo em que podemos visualizar 100 mil estrelas mapeadas ao longo da Via Láctea. Não é muito, se pensarmos que nossa galáxia tem mais de 200 bilhões de estrelas.

O 100,000 Stars foi feito através de dados e imagens da NASA e ESA. Com CSS3D, podemos brincar com o zoom e navegar pelas estrelas, incluindo trilha sonora ao fundo. Ao clicar, obtemos informações detalhadas de cada astro.

Experimente: workshop.chromeexperiments.com/stars

Fonte: Pesquisa Mundi

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Hábitos de leitores ajudam livrarias a definir estratégias

Livrarias digitais estão definindo estratégias de mercado com base nos dados fornecidos pelos aplicativos que os leitores de e-books usam.

Para aprimorar seus serviços, as americanas Barnes & Noble e Amazon –que têm seus próprios equipamentos e aplicativos para e-books– aproveitam dados como a frequência de leitura e as marcações que os leitores fazem de páginas e trechos, segundo uma reportagem do “Wall Street Journal”. A Barnes & Noble compartilha algumas informações com editoras.

Ilustração Fernando de Almeida

Com a coleta de dados sobre os leitores –que está prevista nos termos de uso das livrarias– é possível estabelecer novos rumos. A Barnes & Noble, por exemplo, decidiu lançar uma seção de livros curtos depois de ver que seus leitores costumavam abandonar obras longas de não ficção pelo meio.

BRASIL

No Brasil, grandes livrarias nacionais já acompanham a tendência de analisar hábitos dos leitores.

O Saraiva Digital Reader, aplicativo da livraria Saraiva para várias plataformas, coleta dados como o tempo de leitura e os dias da semana em que o usuário mais lê.

“As informações nos ajudam a entender o comportamento dos clientes em cada tipo de aparelho”, afirma Marcílio Pousada, diretor-presidente da Saraiva.

Segundo ele, a livraria pode, por exemplo, dar ênfase a livros digitais nas recomendações do site se o cliente for um leitor assíduo de e-books.

Joaquim Garcia, diretor de tecnologia da informação da Livraria Cultura, fala que a empresa já trabalha para ter um sistema parecido. Hoje, a plataforma deles registra as aquisições que o cliente faz e dá recomendações baseadas nisso, mas não recolhe dados sobre os hábitos de leitura.

Nos EUA, a Electronic Frontier Foundation, que defende o direito à privacidade na rede, luta para evitar que lojas de livros possam entregar dados de clientes a autoridades sem que uma corte aprove. “Há um ideal de sociedade em que o que você lê não é da conta de ninguém”, disse Cindy Cohn, diretora jurídica da EFF, ao “WSJ”.

MERCADO PEQUENO

Uma pesquisa do Instituto Pró-Livro feita em mais de 5.000 domicílios em todos os estados do Brasil, publicada em março, apontou que 70% dos brasileiros nunca tinham ouvido falar de e-books.

A Livraria Cultura diz que menos de 1% dos livros que vende são digitais. A americana Amazon –que planeja chegar ao Brasil ainda em 2012, segundo a Reuters– viu seus e-books superarem a venda de livros físicos em 2011, segundo a IHS iSuppli.

Ivan Pinheiro Machado, editor da L&PM, diz que registrar o comportamento dos leitores de e-books num mercado incipiente como o brasileiro ainda é irrelevante.

A escritora Martha Medeiros, cujo e-book “Noite em Claro” é sucesso na Cultura, diz que jamais levaria em conta dados sobre leitores. “Não estamos trabalhando com uma margarina”, afirma.

Fonte: Folha de S. Paulo

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

ThinkBinder – ferramentas que facilitam o estudo em grupo

ThinkBinder é uma startup que tem a intenção de reunir várias ferramentas educacionais em um único espaço. Em ThinkBinder podemos criar sessões ou espaços virtuais de estudo, convidando outros usuários ou colega a participar, compartilhar ou discutir sobre qualquer tema proposto. ThinkBinder é estruturado em quatro pilares, com diferentes objetivos. O primeiro deles são as discussões, onde podemos centralizar as conversas realizadas em um grupo. Perguntar, compartilhar vídeos, subir fotos, comentar, etc. Outro é a gestão de arquivos, para manter todos os arquivos que sejam do interesse de um grupo em um mesmo lugar, evitando e-mails e problemas de acesso. O terceiro é a comunicação em tempo real, onde utilizamos chat em texto e vídeo conferência. Finalmente, o compartilhamento de tela, onde podemos desenhar ao mesmo tempo que outras pessoas numa tela colaborativa, sendo ideal para sessões de brainstorm e ensino a distância. Totalmente gratuito, é um excelente opção tanto para alunos como para professores que queiram trabalhar juntos.

 

Fonte: Blog do Enio de Aragon

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Descartabilidade das informações

por Ezequiel Theodoro da Silva | Leitura e Ensino

A velocidade tecnológica atingida no mundo atual é vertiginosa, modificando uma grande parte dos comportamentos humanos. As nossas relações com as pessoas e coisas são afetadas por essa velocidade e pela descartabilidade a ela associada. As nossas aprendizagens e reaprendizagens são cada vez mais frequentes no intuito de acompanhar, mesmo que minimamente, as mudanças em andamento. Alvin Tofler, no livro o Choque do Futuro, já afirmava que hoje em dia é preciso aprender, desaprender e reaprender para podermos acompanhar as aceleradas transformações em todos os campos da vida.

Recente leitura que fiz a respeito da produção de websites para a Internet mostrou um fato curioso e, de certa forma, espantoso: o tempo médio de vida de um site hoje em dia é de 34 (trinta e quatro) dias. Ou seja: depois de criados, os sites perecem depois de aproximadamente 30 dias, morrendo com eles as páginas e os conteúdos criados pelo seu produtor. Seria interessante perguntar o que ocorre com as informações veiculadas por esses veículos que já nascem natimortos. Para onde vão? Que significações morreram junto com elas? Foram feitos para serem rapidamente esquecidos?

Entenda-se que não é somente o lixo virtual que desaparece da Internet. Muitos veículos virtuais com informações preciosas seguem junto para o lixo, num processo irreversível, pré-determinado pelas circunstâncias do mundo atual, principalmente a de que, para se manter no ar, um site (ou homepage ou blog) precisa de atualização constante, isto é, precisa de novas informações para conseguir interlocução e assim continuar sobrevivendo pelas visitas ou tráfego gerado. Mas quem poderia acompanhar – de maneira significativa – todas, ou pelo menos boa parte das, informações que circulam pela blogosfera?

A tirinha acima indiretamente aponta para a problemática aqui tratada: Samanta produziu um blog, mas não o tenha alimentado com novas informações no intuito de gerar tráfego/interlocuções. A questão aqui é saber os porquês dela não ter recebido nenhuma visita… e ela pensa, à moda da sociedade de consumo, que, mudando o nome para Sharon Stone (um tremendo ícone sexual do cinema), ela poderá receber mais visitas. Talvez por pouco tempo, caso novas informações não sejam sempre somadas, renovadas nos quadrantes do seu blog.

Vale perguntar: quantos blogs perecem por falta de manutenção e alimentação hoje em dia? Que tipo de informações correm pelos blogs? Qual a utilidade dessas informações?

Fonte: Pesquisa Mundi

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

Como manter seu cérebro jovem

Para leitores ter uma boa memória é essencial!

A Revista Galileu fez um video com dicas práticas para manter uma boa memória.

Vale a pena conferir:

watch?v=v7Z5eFatGLM

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Google Translate ganha dicionário melhorado e classificação de palavras

A ferramenta agora irá classificar possíveis traduções por frequência, e cada tradução possível agora já está marcada como “comum”, “incomum” ou “rara”.

O Google acaba de lançar uma atualização para o Google Translate que traz algumas novas funcionalidades à ferramenta, o que tornará mais fácil para decidir qual tradução de certa palavra é a que você realmente está procurando. As informações são do Techcrunch.

Com esta atualização, o Google Translate agora irá classificar possíveis traduções por frequência. Cada resposta possível estará marcada como “comum”, “incomum” ou “rara”. Para visualizar a classificação da palavra traduzida, basta descansar o mouse sobre a barra cinza que aparece antes dela. Veja o exemplo:

Este ranking é baseado, como o Google diz, “no vasto número de traduções que usamos para treinar nosso sistema”. Definições muito raras ficarão ocultas por padrão, mas você pode trazê-las de volta com um clique.

O Google Translate agora também agrupa traduções parecidas quando seus significados são estreitamente relacionados. Outra novidade são as reversas. Os usuários do Google Translate, diz a empresa, muitas vezes verificam as respostas da ferramenta traduzindo-as de volta para a sua língua original. De acordo com o Google, isto pode ajudar a “distinguir traduções de significados diferentes e revelar diferenças sutis entre palavras semelhantes.”

Fonte: Boainformacao.com.br 

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Revistas científicas brasileiras ainda têm baixo impacto internacional

Pouca colaboração com pesquisadores de outros países é um dos fatores que contribuem para baixa citação dos artigos científicos brasileiros, avaliam especialistas (FAPESP)

O número de revistas científicas brasileiras presentes em índices internacionais, como o Journal Citation Report, vem aumentando nos últimos anos. Entretanto, o fator de impacto – o número médio de citações dos artigos científicos publicados em um periódico – ainda é baixo e não atingiu a média mundial.

A constatação foi feita por participantes do 3º Seminário de Avaliação do Desempenho dos Periódicos Brasileiros no JCR 2011, realizado no dia 27 de setembro no Auditório da FAPESP.

Promovido pelo programa Scientific Eletronic Library Online (SciELO Brasil) – resultado de um projeto financiado pela FAPESP –, o objetivo do evento foi debater avanços e desafios para o desenvolvimento da qualidade dos periódicos brasileiros e para o aumento do impacto internacional, com base no Journal Citation Reports (JCR).

Publicada em julho, a última edição do JCR, atualizada com dados de 2011, mostra avanços significativos, mas revela também a persistência de condições e barreiras que dificultam o aumento do impacto dos periódicos nacionais.

Entre os avanços destaca-se a presença de dois periódicos nacionais, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz e Clinics, com fator de impacto (FI) maior que 2.

Houve também um aumento de 11 para 16 no número de periódicos com FI maior que 1. Entretanto, o conjunto dos 111 títulos indexados no JCR apresenta desempenho relativamente baixo, pois a grande maioria permanece com FI abaixo da mediana em suas áreas temáticas.

“O número de periódicos brasileiros no JCR aumentou 240% no período de 2007 para 2010, saltando de 27 para 111”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO. “Mas a média da quantidade de citações em 2011 em comparação com 2010 caiu 21%, de 0,520 para 0,509, o que representa uma queda alta e tem diversas razões, como o fato de se tratar de uma coleção de periódicos jovem internacionalmente e publicada predominantemente em português.”

De acordo com especialistas presentes no evento, um dos fatores que também contribuem para a baixa citação internacional dos artigos científicos brasileiros é a pouca participação de cientistas de outros países nesses trabalhos.

Publicados em grande parte em revistas nacionais, 85% dos artigos científicos brasileiros têm também afiliação local – são publicados por pesquisadores do próprio país, sem a participação ou colaboração com cientistas estrangeiros.

“Vemos que o Brasil é o mais nacional entre todos os países em termos de afiliação de artigos. Isso representa um patrimônio nacional que, naturalmente, tem suas consequências”, avaliou Packer.

Segundo Packer, o nível de colaboração internacional nos artigos publicados em periódicos científicos nacionais é mais ou menos igual e varia entre 6% e 8%. Mas em todos eles a presença de autores estrangeiros como único autor do artigo ou em cooperação aumenta o número de citações.

Uma análise comparativa sobre a rota de publicação de artigos científicos de 12 países, sendo seis desenvolvidos (Inglaterra, França, Canadá, Holanda, Suíça e Espanha) e seis emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Coreia do Sul), realizada por Rogerio Meneghini, coordenador científico do SciELO, com base em publicações dos países no Web of Science em 2010 e citações correspondentes até setembro de 2012, demonstrou que os artigos em colaboração internacional recebem, em média, mais citações do que os endógenos (do próprio país). E o aumento de citações é muito superior para os países em desenvolvimento.

No caso do Brasil, o percentual de aumento da citação de artigos em colaboração chega a atingir 97,8%, que é o segundo maior entre os países emergentes e está atrás apenas da Rússia, que aumenta 125%.

“O processo de colaboração científica seria mais benéfico para países emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e Coreia do Sul. Acredito que exista agora em todos esses países uma busca pelo aumento da colaboração científica internacional”, disse Meneghini.

Importância dos periódicos brasileiros

Ainda de acordo com os especialistas presentes no evento, países emergentes como o Brasil também têm em seus periódicos nacionais uma forma de fazer com que sua produção científica, que não recebe espaço nos periódicos internacionais, seja escoada.

Em função disso, é preciso melhorar os periódicos nacionais para melhorar o conjunto da produção científica brasileira. “O Brasil publica 29% de toda a sua produção científica indexada em periódicos nacionais contra 12% da França, por exemplo. A presença dos periódicos nacionais é muito maior e requer, portanto, políticas e ações para que o seu impacto seja mais positivo”, disse Packer.

De modo a continuar apoiando o desenvolvimento de revistas científicas brasileiras, de acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, o financiamento do Programa SciELO vem sendo renovado, com pareceres positivos sobre os resultados.

“O SciELO é um projeto muito importante para a FAPESP. Em 1997, quando o programa foi criado, não se comentava sobre acesso aberto, não existia esta expressão. Hoje, o mundo inteiro fala em publicação em acesso aberto”, disse.

Atualmente, o SciELO possui 254 títulos e registra uma média de 1,06 milhão de downloads por dia, sendo 63% em PDF e 37% em HTML.

No fim de julho, a FAPESP e a Divisão de Propriedade Intelectual e Ciência da Thomson Reuters firmaram um acordo para integrar a base do SciELO à Web of Knowledge, a mais abrangente base internacional de informações científicas. “Isso deverá ajudar as revistas científicas que estão no SciELO a terem mais visibilidade”, disse Brito Cruz.

Fonte: Fapesp

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Informações sobre comunicação científica / mundo acadêmico / mundo científico

Pesquisador analisa as mudanças culturais que os meios digitais geram na sociedade

Entrevista com Ronaldo Lemos

foto: Adriana Vichi

Revista e

Mestre em Direito por Harvard, nos Estados Unidos, e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Ronaldo Lemos dirige o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (FGV), onde também é professor da área de Propriedade Intelectual. Com menos de 40 anos de idade, o colunista do jornal Folha de S.Paulo conhece amplamente temas relacionados à cultura digital.

Em entrevista concedida à Revista E, o pesquisador abordou temas como o mercado editorial e musical, passando pelo uso das tecnologias, pela esfera legal e pela relação social que estamos construindo com as novas mídias. Embora cauteloso com o futuro da rede, é um entusiasta da internet e suas possibilidades. “De modo geral, penso que a internet expandiu as formas de relação entre as pessoas”, diz.“E isso é bom, é humano.” A seguir trechos.

O mercado editorial está preparado para as mudanças provocadas pelo formato digital?

Estamos vivendo uma mudança na maneira de fazer e na ideia do que é um livro. Nesse sentido, as nossas editoras estão acostumadas, como é natural em qualquer outra indústria, a fazer aquilo que sempre fizeram: pensar o livro em um formato específico, no livro em papel, como mídia na qual se fabrica o conteúdo. Isso vai mudar com a chegada das lojas digitais, que oferecem uma pluralidade de formatos e ampliam a problematização para questões econômicas, como estabelecer qual é o valor de um livro digital, discussão que está acontecendo nos Estados Unidos e em outros países.

Como é definido o valor de um livro digital?

Quando você adquire uma biblioteca ao longo da sua vida, ela possui um valor importante, sendo possível vender o acervo. Mas imagine uma pessoa que passa a vida inteira comprando livros digitais. Quanto vale aquela biblioteca no fim da vida dela? Nada ou muito pouco.

Eu acho que a chegada do mercado de e-books no Brasil vai transformar não só o mercado editorial, mas os hábitos de leitura. A gente tem que estar preparado para conteúdos que possam ser lidos em celular, em tablets e casualmente na tela do computador, entre uma tarefa e outra. E não vejo as editoras brasileiras preparadas para esse aspecto.

Você acredita que há uma catatonia ou ninguém sabe o que faz, inclusive fora do Brasil?

A primeira coisa a pensar é o preço; no entanto, há uma divergência central. As editoras querem saber quanto vão ganhar e como vai ficar o compartilhamento das receitas. A mídia que originalmente era o livro de papel vai se modificar e impactar o modelo de negócio das editoras e de criação de conteúdos. Uma das questões envolvidas é a negociação de preços. Acho que por isso a Amazon insiste para que os preços sejam baixos, pois, segundo a sua experiência, se o preço é baixo existe a possibilidade de ampliar a venda de forma significativa e, na medida em que se aumentam esses preços, a demanda responde caindo.

Tal receio tem razão de existir?

O que está acontecendo é ao mesmo tempo uma transformação e uma oportunidade, então há várias perspectivas para entender o contexto como positivo ou negativo. De fora, eu que não sou do mercado editorial, sou autor em grande medida, vejo como uma oportunidade. Acho que no saldo final haverá mais inovação, flexibilidade, portabilidade e, eventualmente, será possível abaixar o preço do livro no Brasil.

Temos que lembrar que vivemos em um país em que a maioria dos municípios não possui livrarias, são apenas 2.400 no total. Se você vive em alguma cidade do interior do Ceará, de Goiás, de Minas Gerais, por exemplo, a sua chance de comprar um livro é pelo Correio, então temos que lembrar que, ao digitalizar tudo isso e com a inclusão digital se expandindo, abriremos novos mercados e novos públicos para a leitura de livros.

Contudo, na perspectiva de muita gente, isso pode ser visto como ameaça – para aqueles acostumados a certo modelo de negócios. É igual ao que aconteceu com a música. Muitas lojas de discos fecharam, mas isso não quer dizer que há menos pessoas ouvindo música. Há mais gente ouvindo música, como vai ter mais gente lendo com a entrada dos livros digitais.

E qual a especificidade do mercado da música?

O mercado da música é um caso de inovação atrasada. A música poderia ter inovado ao longo da década passada, mas demorou para fazer coisas que nos anos 2000 já eram óbvias. O consumidor digital está em busca de preços compatíveis com o seu nível de renda, catálogo ilimitado, achar tudo que procura em um único local e portabilidade, o que significa adquirir e acessar conteúdos em qualquer dispositivo –seja celular, tablet ou o rádio do carro.

O mercado da música levou anos para atender a esses requisitos e mesmo assim não há um serviço que atenda aos três elementos em conjunto: preço, catálogo e portabilidade. Por exemplo, a venda de música digital está crescendo a percentuais altos, coisa de 40%, 50% ao ano.

Os serviços de streaming, nos quais é possível ouvir a música sem fazer o download, estão começando a gerar receita com assinatura e publicidade. O essencial é que nesse sistema os artistas recebem e os intermediários também.

Além disso, esse mercado dá sinais de que está numa curva ascendente, entrando em uma fase de ajuste econômico que começa a atender ao anseio do consumidor e por isso volta a ter receitas. O interessante é a correlação direta com a queda da pirataria. O usuário deixa de fazer download ilegal para usar o serviço legal, desde que o catálogo seja muito bom e que o preço seja razoável.

E a adequação do mercado de livros ao contexto atual?

A mesma ponderação vale para o mercado de livros, pois a demora na adequação é ainda maior. É difícil conceber alguém lendo Guerra e Paz, de Liev Tolstói, na íntegra e na tela do celular, mas o ritmo do consumo de mídias varia durante o dia. A pessoa acorda e usa o laptop, ou o tablet, depois sai para o trabalho e permanece em frente ao PC, depois chega em casa e assiste TV, volta para o tablet e quem sabe, mais tarde, lê um livro de papel. A portabilidade é fundamental e não deve ser desprezada.

Como estabelecer a precificação nos jornais e revistas?

A questão econômica é resolvida de modos diferentes. A revista The Economist, para padrões internacionais, possui um preço de assinatura muito alto. Hoje custa mais de 100 dólares por ano, o que no modelo norte-americano é um valor altíssimo. Decidiram que o preço do digital equivaleria ao do físico, pois entendem que a receita das assinaturas é importante para o negócio e julgam que a marca da revista garante o preço.

Outras publicações têm a estratégia de baixar o preço da assinatura. Dessa forma há uma perda no arrecadado com a assinatura, mas um ganho na publicidade. Vários modelos estão sendo pensados, considerando que cada nicho de conteúdo possui uma economia própria.

E o movimento self-publishing, que tem como representante recente o best-seller Cinquenta Tons de Cinza?

O self-publishing é fascinante. Há vários escritores de self-publishing que já eram editores, participavam de comunidades na internet e tinham angariado fãs. E quando esse autor publica o próprio livro, o público já está formado.

Cito dois exemplos: o primeiro é uma garota chamada Amanda Hockin, que foi a primeira escritora self-publishing a ficar milionária, vendendo livros a 99 centavos através da Amazon. Qual é a mágica? Ela já escrevia em fóruns da internet, por prazer, sem pensar em ganhar dinheiro. Amanda conquistou muitos fãs e de repente foi contratada por uma grande editora e virou um sucesso.

A mesma coisa aconteceu com o best-seller Cinquenta Tons de Cinza. E. L. James era uma escritora de fóruns que postava os textos do gênero fan fiction [ficção criada por fãs], servindo-se de personagens famosos em histórias fictícias. No caso de James, a base foram as histórias da saga Crepúsculo. Ela mudou o nome dos personagens principais e relançou os livros com os nomes trocados.

Como podemos entender a produção de cultura digital?

A qualificação adquiriu um significado interessante no Brasil. O que cultura digital significa no Brasil não é o mesmo do que no resto do mundo; aqui se entende a tecnologia e todas as ferramentas como instrumentos de emancipação, transformando as pessoas não só em consumidores, mas em produtores de informação. O uso da palavra no país é particular e está ligado a situações de ativismo; a tecnologia é encarada como uma ferramenta de empoderamento.

Pode ser que essa visão política de cultura digital tenha origem no momento de transição pelo qual passamos; porém, no fundo tudo é cultura. Essa transição significa que a internet e a tecnologia só se espalharam há cerca de 15 anos, é algo recente com efeitos de transformação muito grandes, de mudar modelos de negócios e transformar o indivíduo.

Expandindo o assunto para o campo da superexposição voluntária ou involuntária, deve haver leis para proteger a privacidade individual?

A questão da privacidade tem várias dimensões. Uma delas é a de que estamos sendo monitorados na internet. Do ponto de vista da informação somos seres previsíveis e, uma vez que estabelecemos nossos hábitos de consumo, tudo o que fazemos e faremos dali para diante consegue ser previsto. Esse ponto é importante, porque categoriza as pessoas em nichos de consumo.

Hoje, existe uma batalha em vários países, e que passa pelo Brasil, de como a lei deve tratar essas questões. Aqui existe o processo avançado de uma lei que trata das proteções dos dados pessoais, feita pelo Ministério da Justiça. Na União Europeia existe uma lei consolidada de proteção à privacidade que é talvez o nível de proteção mais elevado do mundo. Uma curiosidade é a dimensão social que mostra que a nova geração não se incomoda com a perda da privacidade. Vivemos numa sociedade que expõe seus dados e sua vida, todo mundo virou meio que performer de si mesmo.

Hoje existem empresas que acessam o Facebook da pessoa que está tentando uma vaga de trabalho. Há um confronto entre a vida digital e o mundo analógico?

Isso que você está descrevendo já é regra. Tenho um amigo que é juiz de família que me disse que 100% das ações de divórcio envolvem menções do Facebook, que é um dos meios probatórios utilizados pelas famílias para mostrar o estado da relação, quebra de deveres patrimoniais, coisas do tipo.

O que me preocupa é a questão da vigilância. Governos, principalmente os autoritários, já estão desenvolvendo o potencial da internet como um grande aparelho de vigilância. Na China, o governo usa um mecanismo de reconhecimento facial, identifica as pessoas que estavam em determinada manifestação e dá ordem de prisão a todas.

Do ponto de vista legal, como fica a exposição de momentos íntimos sem autorização?

Nos estudos legais isso é chamado de direito de imagem. Se olharmos como o código brasileiro lida com essa questão veremos que não há resolução, porque só há categorias abstratas. Cabe a cada juiz verificar qual medida do direito de imagem foi violada ou não. E ao fazer isso considera o grau de notoriedade da pessoa que teve sua imagem divulgada na internet. Caso seja uma pessoa pública, o grau de expectativa de privacidade dela é baixo, pois se parte do princípio de que é do interesse da sociedade saber da vida pública daquela pessoa. Em resumo, quanto mais conhecido, menor o grau de privacidade.

E no caso de informações não autorizadas em biografias no Brasil?

No Brasil hoje escrever a biografia de uma pessoa tornou-se quase impossível, a não ser que o biografado corte e acrescente o que quiser, senão é possível processar o escritor e o livro pode ser recolhido, além de o autor ter que pagar uma indenização. Um exemplo recente é Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo César de Araujo. Tal situação é um problema gravíssimo, considerado censura prévia, no sentido de que a Constituição brasileira garante a liberdade de expressão; não é possível dar ordem para recolher um livro.

A opinião pública pode ajudar a mudar esse cenário?

Hoje a opinião pública no Brasil importa. Um dos motivos para isso é que a nossa democracia é jovem, recente. Essa juventude democrática permite a relevância da opinião pública, mas há uma tendência de seguir um caminho similar ao dos Estados Unidos, onde a importância da opinião pública vai decrescendo e o poder do lobby, dos financiadores de campanha, vai se cristalizando cada vez mais.

O Wikileaks marcou o início do fim da fase heroica da internet?

Essa pergunta é chave; já estamos vivendo o nosso pós-maio de 1968, que foi o caso Wikileaks [organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, postagens de fontes anônimas. Em 2010, após o vazamento de documentos sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque pelo Exército dos Estados Unidos, sua fama cresceu].

No momento em que a Visa [multinacional de cartões de crédito] decidiu parar de financiar o Wikileaks porque discordava do conteúdo discutido, encontramos o fim da fase heroica, pois, na medida em que se barram fluxos financeiros de acordo com o conteúdo que pode ser publicado no site, temos um apaziguamento na rede. Estamos vivendo os primeiros anos do começo do fim desse momento de glória da internet, com todas as promessas que achávamos que ela poderia cumprir, agora temos que repensar esse momento com mais cautela.

A contrarreação às formas de empoderamento e possibilidade de articulação da opinião pública já está acontecendo. Exemplos são a militarização da rede, a chegada da guerra digital e os milhares de batalhas que estão acontecendo no plano do direito. Elas envolvem a neutralidade da rede, concorrência no âmbito da prestação do serviço de internet e telecomunicações, e como os direitos fundamentais serão traduzidos para o meio digital.

A comunicação por e-mail entrará em desuso, tendo em vista as outras possibilidades de interação pela internet?

E-mail é uma forma de comunicação que possui disfuncionalidades e a que menos inovou desde que foi criada. É disfuncional, pois as demandas por e-mail podem ser infinitas, então, se você responde a um e-mail para se livrar dele, acaba gerando mais e-mails, um ciclo que não tem fim. A nova geração, por sua vez, já deixa o e-mail de lado.

Para eles é mais importante se comunicar por mensagens curtas no celular e por chats, tornando o e-mail próximo de uma geração mais velha que cresceu com ele. Porém não podemos esquecer que esse modo de comunicação apresenta vantagens de organização. Muitos direcionam nele o fluxo de trabalho, podendo receber e decidir qual mensagem quer responder. As demandas do mundo são infinitas, mas a nossa capacidade de responder a elas são meramente humanas.

Como você se organiza no dia a dia em meio ao fluxo constante de informações?

Nasci em 1976, cresci boa parte da minha vida sem internet, o que para mim é valiosíssimo, inclusive para pensar todas essas vertentes. Também acho que existe o risco de alienação, isolamento, perda de foco ou foco exagerado, as ansiedades, isso é um mal social que afeta a vida contemporânea como um todo, mas acho que o mal deve ser pensado e que os benefícios e as coisas interessantes não podem ser desprezados.

Temos que considerar que as formas de se relacionar mudam e a internet abre novos canais. Claro que algumas pessoas sofrem um desequilíbrio, relacionando-se mediadas por alguma ferramenta, perdendo o contato pessoal. O importante é nunca perder o equilíbrio, inclusive o equilíbrio de desconexão, embora algumas pessoas tenham dificuldades de fazer isso hoje. De modo geral, penso que a internet expandiu as formas de relação entre as pessoas e isso é bom. É humano.

“Muitas lojas de discos fecharam, mas isso não quer dizer que há menos pessoas ouvindo música. Há mais gente ouvindo música, como vai ter mais gente lendo com a entrada dos livros digitais”

“O ritmo do consumo de mídias varia durante o dia. A pessoa acorda e usa o laptop, ou o tablet, depois sai para o trabalho e permanece em frente ao PC, depois chega em casa e assiste TV, volta para o tablet e quem sabe, mais tarde, lê um livro de papel”

“O que cultura digital significa no Brasil não é o mesmo do que no resto do mundo; aqui se entende a tecnologia e todas as ferramentas como instrumentos de emancipação, transformando as pessoas não só em consumidores, mas em produtores de informação”

“O que me preocupa é a questão da vigilância. Governos, principalmente os autoritários, já estão desenvolvendo o potencial da internet como um grande aparelho de vigilância”

Fonte: Pesquisa Mundi

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

A bebida dos escritores

[...] Se você quer se sentir mais próximo dos autores, o site Flavorwire fez uma compilação das bebidas preferidas de 10 autores. [...]

Ernest Hemingway
O escritor é associado a diversas bebidas e, principalmente, ao ato de beber propriamente dito. Mas dentre tantas opções, duas se destacam como as favoritas. A primeira delas é o mojito, drink que conheceu (entenda-se: bebeu litros) no tradicional bar cubano La Bodeguita del Medio, em Havana. O segundo é uma versão especial de Daiquiri, registrada na International Bartenders Association como Hemingway Special.

[...]

Oscar Wilde
Wilde adorava a companhia da fada verde. Sobre o absinto, ele disse a seguinte frase: “O primeiro estágio é como qualquer bebida. O segundo é quando você começa a ver coisas monstruosas e cruéis, mas se você perseverar, entrará no terceiro estágio, no qual você vê coisas que gostaria de ver. Coisas curiosas e maravilhosas”. Tudo isso graças ao grau alcoólico entre 40% e 90% que a bebida possui e à fama de alucinógena.

Wilde e o absinto

Charles Bukovski
Se o Tianastácia diz que Steinhäger com cerveja é que faz pirar, Bukowski discordava. Preferia sua cerveja com uma boa dose de whisky. O drink – chamado de boilermaker – é bem simples: basta misturar as duas bebidas. Outra possibilidade é beber o shot simultaneamente com a cerveja. A combinação é forte e traz dor de cabeça para muita gente, mas precisava de muito mais que isso para derrubar o escritor beberrão.

Bukowski e o boilermaker

Carson McCullers
A autora de O coração é um caçador solitário, de 1940, criou o Sonnie Boy, uma mistura de chá quente com xerez. Carson costumava guardar a bebida em uma garrafa térmica para que pudesse beber durante todo o dia, sob o disfarce de uma aparente sobriedade. Ela costumava dizer: “estou bebendo chá quente e não estou fazendo muita coisa”.

Carson McCullers e seu “chá quente”

F. Scott Fitzgerald e Zelda Fitzgerald
Dizem as histórias que o casal Fitzgerald era chegado a uma festa e, em consequência, a uma boa bebedeira. A preferência dos dois pelo gim é, segundo Scott, porque o odor da bebida não era perceptível no hálito. Pena que ele dizia isso enquanto dançava pelado em cima das mesas, situação na qual ninguém iria reparar no bafo. Com relação à bebida, ele disse que “primeiro você toma um drink, depois o drink toma um drink, depois o drink toma você”.

O casal Fitzgerald e o gin

Anne Sexton
A poetisa estadunidense gostava mesmo era de um Dry Martini. Sua companheira de bar era ninguém menos que Sylvia Plath, com quem saía após as aulas de poesia em Boston para encher a cara no Ritz Carlton. Após alguns drinks, as duas saíam nas ruas para paquerar os rapazes.

Anne Sexton e o Dry Martini

[...]

William S. Burroughs
O pintor, crítico social e autor de 60 obras, entre elas Almoço nu, curtia a simples combinação de Coca Cola com vodka. Ou melhor, de vodka com Coca Cola, já que os drinks de Burroughs eram caprichados no álcool. Mas isso não fazia muito efeito, já que o consumo exagerado de heroína provavelmente tirava o seu paladar. Costumava dizer que “a droga nacional é o álcool. Tendemos a considerar o uso de qualquer outra com um horror especial”.

A coca com vodka de William S. Burroughs

Dylan Thomas
Era só aparecer um whisky puríssimo que o poeta galês já ficava feliz. Não contente com apenas um, continuava bebendo até não poder mais. O problema com a bebida foi tão sério que, em 1953, acabou falecendo por conta do alcoolismo, após ingerir 18 doses de sua bebida preferida.

Whisky puro para Dylan Thomas

Dorothy Parker
A poetisa norte-americana, crítica literária e indicada duas vezes ao Oscar de melhor roteiro, tomava várias bebidas ao longo do dia. A escolha da preferida era bem difícil para Dorothy, mas ela deixava até os Martinis de lado por conta do Whiskey Sour.

Dorothy Parker e o Whiskey Sour

[...]

William Faulkner
Faulkner era o típico escritor que acreditava escrever melhor sob o efeito das bebidas, de preferência whisky. Sua combinação preferida era o Mint Julep, do qual ele não desgrudava e mantinha um copo sempre cheio em sua mesa de trabalho.

[...]

*Todas as receitas foram retiradas do International Bartender Association.

Ainda na onda do álcool, o site Cinismo Ilustrado recriou a embalagem de quatro bebidas famosas, mas trocando as marcas pelo nome de escritores que se relacionassem com a bebida. Bukowski, por exemplo, vira uma marca de cerveja. Vale o clique.

Fonte: Pra ler

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Canvas, nova plataforma para criar cursos

http://wwwhatsnew.com/wp-content/uploads/2012/10/captura-1202-600x415.jpg

Se você já promoveu algum curso pela Internet certamente já deve ter se deparado com o termo LMS, liderado pelo imortal e completo Moodle.

Agora apresentam Canvas, uma nova ferramenta online (sem necessidade de instalá-lo em seus servidores) para garantir seu correto funcionamento e atualização constante.

Canvas oferece a possibilidade de configurar cursos como professor e acessar aos mesmo como estudantes, estando disponível em vários idiomas e permitindo tanto a navegação por dispositivos móveis como a recepção de mensagens em redes sociais e SMS.

Em seu site fazem algumas comparações com outros sistemas deste tipo, assim como mostram a experiência em algumas universidades que já o estão usando para ya lo están usando para oferecer os cursos via web.

Você pode começar a criar cursos de forma gratuita ou testar com uma conta já configurada, para ver se contém todas as funções necessárias para sua atividade profissional.

Fonte: wwwhat’s new

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

27 links para quem trabalha com acervo, memória e informação

Estes são links de locais importantes para quem trabalha com acervo, memória e informação. São locais que servem de fontes de pesquisa, fazem a pesquisa (em caso de dúvidas de origem, aferição de data, avaliação ou vistoria), fornecem materiais (impressos ou digitais sobre políticas, artigos e textos relacionados).

Muitas vezes no meu trabalho, recorro a essas fontes, agora vou listá-las para partilhar com vocês!

  1. ABRACOR – Associação Brasileira de Conservadores;
  2. ARQ-SP – Associação de Arquivistas de São Paulo;
  3. Arquivo Nacional;
  4. CEDOC – Funarte;
  5. Conarq – Conselho Nacional de Arquivos;
  6. Ica-Atom - software de organização de informações grátis;
  7. Portal de conservação e restauro;
  8. Projeto de implantação de um abiente Wiki;
  9. Biblioteca Central da UnB;
  10. BNB – Biblioteca Nacional de Brasília;
  11. Cofem – Conselho Federal de Museologia;
  12. IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus;
  13. Sistema Brasileiro de Museus;
  14. UNIRIO – Universidade Federal do Rio de Janeiro;
  15. Conservação de Acervos – Arquivo Público de São Paulo – muitos artigos, manuais e informações disponíveis para download;
  16. Portal da Casa de Oswaldo Cruz;
  17. Itaú Cultural;
  18. Banco Central do Brasil;
  19. Mapa das Artes;
  20. Museu Histórico Nacional – todos os anos tem ótimos cursos lá;
  21. Museu Imperial;
  22. Repositório aberto da Universidade do Porto;
  23. Catálogo online da Biblioteca do Congresso;
  24. Divisão de Bibliotecas e Informação – PUC Rio;
  25. Catálogo da Biblioteca da Fundação Dorina Nowill para cegos;
  26. Universal Decimal Codification;
  27. Tabela de notação de autor.

Crédito da imagem

Crédito da imagem de destaque

Fonte: Livros e Afins, por Roberta Fraga

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

“Os Miseráveis”: um grande romance adaptado para os quadrinhos

Acaba de ser lançado Os Miseráveis de Victor Hugo, décimo volume da coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”, uma série inteiramente apoiada pela UNESCO, o que por si só já garante a excelência do projeto. A exemplo dos outros títulos da coleção, “Os miseráveis” é um magnífico volume a cores, com 114 páginas, capa dura, com a adaptação da história por Daniel Bardet, e magnificamente desenhado por Bernard Capo. No final do volume há um “dossier” com detalhes da biografia de Victor Hugo, sua época e um detalhado estudo sobre este que é um dos romances mais célebres da literatura universal.

Os Miseráveis é um romance grandioso. Narrando fatos que se estendem da derrota francesa em Waterloo, em 1815, aos levantes antimonarquistas de junho de 1832 em Paris, Victor Hugo ultrapassou as barreiras da ficção para criar uma obra que é, ao mesmo tempo, um drama romântico, uma epopéia, um documento histórico, um ensaio filosófico, um tratado de ética e um estudo sobre literatura e linguagem. Nada disso seria possível sem o fascínio exercido pelas reviravoltas de seu enredo e pelo carisma dos seus personagens. Como o protagonista Jean Valgean, um criminoso em busca da redenção. Ou a explorada e prostituída Fantine e sua filha Cosette. Ou ainda o pequeno Gavroche, filho de um lar desajustado que foge de casa para viver nas ruas. Unidos pelo idealismo e pelo gênio narrativo de Victor Hugo, esses excluídos e heróis improváveis fazem de Os Miseráveis um grito de liberdade que continua a ecoar até os dias de hoje.

Conheça os outros títulos da coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”:

A ilha do tesouro – R. L. Stevenson

A volta ao mundo em 80 dias – Julio Verne

Odisseia – Homero

Viagem ao centro da terra – Julio Verne

Guerra e Paz – Leon Tolstói

As mil e uma noites – anônimo

Robinson Crusoé – Daniel Defoe

Um conto de Natal – Charles Dickens

Dom Quixote – Cervantes

Fonte: Blog da LPM

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Duolingo lança curso gratuito de idiomas

O Duolingo.com, site que oferece cursos de línguas gratuitos na internet em troca de mão de obra para traduções coletivas, acaba de fincar o pé no Brasil.

Após atingir a marca de 550 mil usuários, o site lançou a versão beta de um curso de inglês para lusófonos que já conquistou 14 mil alunos. Nos próximos dias, será lançado o curso na mão oposta –português para falantes de inglês–, esperando uma demanda alta para a Copa do Mundo e para a Olimpíada.

Segundo Luis Von Ahn, cientista que lidera o projeto, o dinheiro deve ser usado para turbinar o desenvolvimento do site, que até o mês passado vinha sendo produzido por uma equipe de 16 pessoas, em Pittsburgh (EUA). Ele projeta reunir 1 milhão de usuários até o fim do ano.

Nos primeiros meses, o Duolingo funcionou como um portal de cursos, oferecendo atividades para o usuário realizar sozinho. Aos poucos, vem ganhando recursos de rede social.

Alguém que já fala um idioma pode ajudar outra pessoa que está aprendendo, e estudantes que realizam traduções podem palpitar nos trabalhos uns dos outros.

Para começar a estudar já acesse: http://duolingo.com/

A maioria dos cursos disponível, porém, chega só até o nível intermediário. Estender o programa está nos planos, mas não há previsão. “O que precisamos aprimorar são os recursos para o usuário dialogar com outros falantes”, diz Von Ahn. “Assim que tivermos isso, acho que os usuários serão capazes de chegar a um nível avançado.”

Neste mês, o serviço de tradução será aberto ao público. Qualquer pessoa que tenha publicado textos com licença Creative Commons poderá tê-los traduzidos gratuitamente. Para conteúdo protegido por direitos autorais será cobrada uma taxa –mas o Duolingo se propõe a oferecer o preço mais baixo.

A ideia é, no longo prazo, fazer com que a empresa se torne um negócio rentável.

Apesar de a gratuidade do curso se basear na troca das aulas por traduções, traduzir não é obrigatório. É possível terminar o curso fazendo apenas as lições e testes.

“Nos pusemos a meta de fazer com que os textos a traduzir sejam bons o suficientes para que as pessoas queiram traduzi-los”, diz Von Ahn. Um dos recursos em implantação permite aos usuários escolher textos pelos quais se interessam.

HUMANOS X ROBÔS
Para convencer usuários a pagarem pelo serviço de tradução, o site terá de cumprir a promessa de conseguir fazer conversões melhores do que ferramentas gratuitas como o Google Translate são capazes de fazer hoje usando apenas inteligência artificial. As traduções de inglês-espanhol e espanhol-inglês feitas por 300 mil usuários no Duolingo são visivelmente melhores.

As traduções do inglês para o português (que está em fase de teste) ainda costumam ter erros tipicamente “humanos”, sobretudo escorregões de digitação, mas em geral têm gramática e semântica mais corretas que as do Google. À medida que o site ganha adeptos, diz Von Ahn, esses problemas tendem a desaparecer, pois os usuários “votam” nas traduções uns dos outros e vetam aquelas que estão erradas.

ITALIANO E CHINÊS
Depois do português, os próximos cursos a serem lançados pelo Duolingo são o italiano (em novembro) e o chinês mandarim (ainda sem data), ambos a partir do inglês. Os cursos na mão oposta devem vir só depois.

“Nós temos a sensação de que um serviço para aprendizagem de inglês a partir do chinês pode conquistar grande popularidade na China, mas é difícil dizer”, diz Von Ahn. “Não sabemos muito bem o que é necessário para ter sucesso na China, e nem o Facebook conseguiu ganhar popularidade lá, mas vamos lançar o curso alguma hora e ver o que acontece.”

WIKIPÉDIA
Quando o Duolingo foi lançado ao público, em janeiro, Von Ahn prometia que com 1 milhão de usuários seria capaz de traduzir toda a Wikipédia do inglês para o espanhol em apenas 80 horas. Pela mesma conta, com 300 mil usuários aprendendo essas duas línguas teria sido possível fazer o serviço em 11 dias, mas Von Ahn diz que ainda ainda não liberou todo o potencial do site.

“Nós já temos essa capacidade para fazer traduções rápidas, mas estávamos nos esforçando até agora para desenvolver maneiras de certificar que as traduções estejam precisas”, diz. “As traduções que estamos fazendo agora são ainda um teste para as coisas que vamos postar na Wikipedia. Não quero correr o risco de publicar lá algo que esteja errado. Seria muito ruim para nós.”

A tradução da enciclopédia será coordenada pelo Duolingo em conjunto com a Fundação Wikimedia para que os verbetes mais relevantes sejam priorizados. “Eles têm interesse em que muitos artigos sejam traduzidos, sobretudo os científicos, mas há outros sobre os quais eles preferem fazer os próprios artigos, como os de política”, diz Von Ahn.

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

Converta textos da Wikipedia em ePub / eBook

A Wikimedia passou a permitir que os seus textos passem a ser exportados em ePub, formato comumente utilizado para leitura em ereaders e tablets. Baixar neste formato só está disponível na versão inglesa da wikipedia.

Para converter em livro digital matérias da enciclopédia mais lida da internet, basta clicar em “create a book”, uma opção que está na área print/report da coluna esquerda de cada wiki. A partir daí poderá compilar textos e descarregá-los em PDF, ePub ou Open Office.

Como fazer um ebook a partir de um artigo da Wikipedia vendo o seguinte vídeo.

Fonte: Ebook Portugal

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

Adivinhe qual o livro mais procurado no Google (e mais pirateado…)

Steve Jobs perdeu a sua majestade para um par de algemas (e um chicotinho?).

Somente no Revolução eBook, cerca de 100 pessoas diferentes buscam a versão pirata diariamente. Quantas delas encontraram o arquivo em outros sites, só podemos imaginar. No Google, quem procura, acha (estamos falando, claro, de 50 tons de cinza…)

Fonte: Revolução ebook

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades

50 ferramentas de colaboração para a educação

Estudar sempre foi mais produtivo quando é realizado em grupo, ajudando aos outros a solucionar seus problemas enquanto crescemos unindo esforços comuns. A web social e as ferramentas de colaboração podem ser muito úteis no ambiente acadêmico, na verdade tem centenas de opções que já comentei nos últimos anos que poderiam fazer a vida de estudantes e professores muito mais simples.

Aplicações de videoconferência, ferramentas de gerenciamento de projetos, plataformas especializadas como a recentemente comentada com8s.com… é difícil fazer uma seleção, já que cada instituição e cada grupo de estudantes pode ter necessidades completamente diferentes.

Ainda assim, e considerando isto, no accreditedonlinecolleges.com apresentam uma lista classificada de 50 aplicações que podem nos ajudar a alcançar os objetivos de forma mais rápida, efetiva e divertida.

Criação de projetos e Office Online.

Imprescindível para trabalhar em grupo, ainda que existem dezenas de opções na área Office e gerenciamento de Projetos.

Nicenet. Permite compartilhar documentos, agendas, link… ideal para trabalho em equipe.
Redliner. Permite a vários usuários editar documentos Word ao mesmo tempo.
Collanos. Para gerenciar projetos cadastrando as mensagens, notas e outros canais de comunicação entre os membros.
EtherPad. Processador de textos online que permite a edição de vários usuários, marcando em diferentes cores o trabalho de cada um.
Writeboard. Para criar e compartilhar qualquer tipo de documento.
writewith. Para compartilhar documentos, tarefas e discussões.
Zoho Show. Para fazer apresentações online.
Google Docs. Para criar, guardar e compartilhar documentos.
ThinkFold. Para definir estados de um projeto e organizar suas tarefas.
Thinkature. Para organizar ideias antes da execução de um projeto.
Thinkfree. Plataforma completa para a criação e distribuição de documentos online.

Comunicação e Grupos de discussão

Uma boa lista de utilidades. Podem encontrar muitas mais opções na categoria de comunicação.

MemberHub. Permite comunicar grupos de até 30 membros.
Yugma. A versão gratuita permite fazer conferências de até 20 pessoas ao mesmo tempo.
ProBoards. Ideal para gerar foros de discussão públicos ou privados.
Pidgin. Para conectar a todos usando gtalk, msn e outros chats.
99Chats. Para criar salas de bate-papo privadas.
AwayFind. Para receber emails importantes no seu celular enquanto está na aula.
Skype. Para fazer ligações, conferências ou inclusive compartilhar arquivos.

Compartilhar resultados de Investigação

Ainda que possa ser usada qualquer opção da categoria de Discos Virtuais, a seleção é muito boa, mas eu adicionaria dropbox para sincronizar documentos entre vários computadores.

CiteULike. Para organizar e compartilhar material.
NoteMesh. Para compartilhar notas com outras pessoas.
Notefish. Para guardar conteúdo web e compartilhá-lo com outros usuários.
NoteCentric. Outra opção para distribuir notas.
Springnote. Para distribuir praticamente qualquer tipo de trabalho com os resto dos alunos.
wridea. Para organizar as ideias em mapas mentais e compartilhá-los.
FruitNotes. Para organizar e compartilhar documentos, integrado com telefones celulares.
Kablink. Para compartilhar documentos e discuti-los em tempo real.
drop.io. Para enviar arquivos grandes e compartilhá-los usando uma url.

Redes sociais

Uma boa seleção de redes sociais focadas no ambiente acadêmico.

ePals. Para entrar em contato com estudantes do mundo todo.
iLeonardo. Para permitir a estudantes colaborar em investigações de forma remota.
The Quad. Para gerenciar projetos, calendários e grupos. Limitado a contas .edu.
Loomagoo. Permite compartilhar, comprar e vender material acadêmico.
Student.com. Para compartilhar experiências sobre a vida em diferentes centros acadêmicos.
WiZiQ. Para aproximar a estudantes e professores aproveitando a web social.
LearnHub. Para preparar exames e compartilhar experiências.
Campusbug. Conecta a estudantes para ajudar a realizar as tarefas diárias.

Wikis e blogs

Wikispaces. Para criar um Wiki e permitir gerar conteúdo entre todos os estudantes.
PBworks. Outra forma de criar um banco de dados de conhecimento entre vários estudantes.
Class Blogmeister. Para criar blogs relacionados com os temas da aula.
Edublogs. Outra plataforma de criação de blogs sobre educação.
Blogger. Plataforma de blogging que não precisa de apresentação.
Twitter. Para criar um sistema de comunicação que pode ser privado entre um grupo de alunos.
Edmodo. Um microblog orientado a ambiente acadêmico.
Socialtext. Para criar grupos privados de até 50 usuários numa plataforma de microblogging.

Gerenciamento de tarefas

Google Calendar. O calendário de Google onde podemos anotar praticamente tudo.
MyNoteit. Especialmente dedicado para estudantes, permite organizar tarefas e notas.
MeetWithApproval. Para criar grupos de estudo com tarefas cadastradas.
CollegeRuled. Para criar e compartilhar tarefas em grupo e enviá-las, em caso necessário, a Facebook.
Remember the Milk. O famoso sistema de listas de tarefas que é usado no mundo acadêmico, pessoal e profissional.
Toodledo.Muito simples de usar para gerenciar tarefas entre grupos.
GradeMate. Outra ferramenta de gerenciamento de tarefas focada no ambiente educacional.

Fonte: Wwwhat’s new

Deixe um comentário

Arquivado em Atualidades, Informações sobre comunicação científica / mundo acadêmico / mundo científico, Recursos para pesquisa

Redes Sociais de Ciência e Pesquisa online


É uma plataforma gratuita para pesquisadores compartilharem papers de pesquisas. Sua missão é acelerar a pesquisa no mundo. Além de compartilhar seus trabalhos, o pesquisador pode monitorar análises profundas sobre  o impacto destes e acompanhar  as  pesquisas dos colegas.
1.906.517 é o número de pesquisadores assinantes do serviço, adicionando 1.580.436 papers e 559.381 interesses de pesquisa. O site recebe acima de 3.9 milhões de visitas por mês.
 É uma mistura de gerenciador de referências (gratuito) com rede social acadêmica, onde, além de ajudar a organizar a pesquisa, é possível colaborar online com outros pesquisadores e acompanhar novos trabalhos. Ele também importa papers de outrossoftwares de pesquisa. É necessário fazer o download do software, mas pode ser usado online também, com acesso em iPod e iPad e compatível com Windows Word 2003, 2007, 2010, Mac Word 2008, 2011, OpenOffice 3.2 e BibTeX, sendo possível sincronizar o online com o desktop.
 Semelhante ao Academia.edu é uma plataforma gratuita para cientistas compartilharem papers de pesquisas. Possui mais de 2 milhões de membros. Também possui  análises métricas para o pesquisador mensurar o alcance da influência do seu trabalho. Foi fundado em Berlim.
 Como o Mendeley, o Zotero também organiza referências e compartilha pesquisa gratuitamente. Cobre centenas de sites, permite adicionar em sua biblioteca artigos do JSTORNew York Times e livros de catálogos online de bibliotecas, por exemplo. É possível adicionar arquivos em PDF, imagens, vídeos e o que mais você desejar. É necessário fazer o download do software, e como o Mendeley, também pode ser usado online sincronizando-o com o desktop. Um dos seus fundadores é o The Institute of Museum and Library Services, em Washington.
Fonte: Blog da BCRP

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades, Informações sobre comunicação científica / mundo acadêmico / mundo científico

Caixa de música literária

Literary Jukebox é o simpático projeto lançado no último mês pela jornalista cultural Maria Popova, do blog Brain Pickings. Trata-se de uma página que traz uma citação literária por dia – muitas vezes de ficcionistas, mas nem sempre – e a cada uma atribui uma trilha sonora pop moderninha que, para Popova, dialoga com o tema.

O charme da coisa é que os casamentos de texto e música nunca são óbvios. Um trechinho de “Os irmãos Karamazov”, de Dostoievski, se deixa ler ao som da bela “Truth”, de Alexander Ebert, ex-Edward Sharpe and the Magnetic Zeros. Balzac é embalado num tema instrumental da banda soul El Michels Affair. Uma citação de John Cage sobre o poder do silêncio vem acompanhadade “Sound of silence”, de Paul Simon – o que poderia ser óbvio, certo, não fosse a escolha da versão da islandesa Emilíana Torrini para a canção.

Aqui está o arquivo completo do Literary Jukebox, ainda pequeno e fácil de navegar. Boas leituras, boas audições – e bom fim de semana.

Fonte: Veja

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades

O livro é uma opção

Pesquisa aponta diminuição do índice de leitura no país. Para parte da população, seria impensável, no tempo livre, ler uma obra em vez de ver TV ou navegar na internet. Confira entrevista no ‘Alô, Professor’ com coordenadora do estudo.

Por: Thiago Camelo/ Ciência Hoje On-line

 

O livro é uma opção

Como fazer com que mais pessoas se interessem pela leitura? A socióloga Zoara Failla, coordenadora da pesquisa, responde ao ‘Alô, Professor’. (foto: Georg Mayer/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

Os números não deixam espaço para o otimismo. É a conclusão a que se chega quando se toma conhecimento dos dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pela Fundação Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência. O estudo, que está na sua terceira edição e envolveu 5.012 pessoas em 315 municípios do país, traçou um panorama preocupante: houve uma queda de 9% de leitores em comparação a 2007, o último ano em que a pesquisa foi feita.

Estatisticamente, seria possível afirmar que 50% da população do país, ou 88 milhões de pessoas, não leem sequer um livro por ano. Ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas que afirmaram passar o tempo de lazer na internet ou vendo televisão – para esses entrevistados, a leitura não seria uma opção de passatempo.

Nesse cenário pessimista, conquistar novos e jovens leitores seria essencial. Mas como? É uma das perguntas que a socióloga Zoara Failla, coordenadora do estudo, tenta responder em entrevista abaixo ao ‘Alô, Professor’.

Zoara
A socióloga Zoara Failla com sua pesquisa, Retratos de Leitura no Brasil, em mãos: o estudo virou livro e foi lançado na Bienal deste ano em São Paulo. (foto: divulgação)


‘Alô, Professor’: A pesquisa aponta que o número de pessoas que preferem ver TV e navegar na internet nas horas de lazer vem aumentando. Como fazer para o livro ser também uma forma de entretenimento?
 
Zoara Failla: Primeiro, entendo que a internet e a TV não roubam leitores. As pessoas que vão navegar na internet ou ver TV não desenvolveram o hábito de ler por prazer. E isso, sem dúvida, começa na escola. As escolas em geral não desenvolvem práticas de leitura. Na verdade, o que se faz é apresentar a leitura como tarefa, como a obrigação que o estudante terá quando sair da escola. Toda a questão começa com o despertar do interesse pela leitura.

Já que aumenta o número de pessoas navegando na internet, não seria o caso de incentivar a leitura nessa plataforma? Livros digitais, por exemplo, poderiam ajudar a aumentar o número de leitores?
Quem não gosta de ler não vai procurar livros digitais. A pessoa só vai fazer isso se gostar de ler. Do contrário, vai para as redes sociais ou para alguma plataforma de interação. Em geral, o que se lê na internet? Recados, mensagens cifradas e sem conteúdo. As pessoas se comunicam, disso eu não tenho dúvida. Mas existe uma diferença grande entre informação e conhecimento. Quem usa a internet dessa forma não desenvolve conhecimento.

E como se desenvolve o conhecimento?
É importante acessar conteúdos mais complexos, de maior qualidade, que leve a pessoa a desenvolver capacidade crítica e de concentração. O livro é um conteúdo mais complexo. Este é o grande problema da informação pasteurizada: ela não dá vazão ao pensamento crítico. Rouba o tempo da pessoa.

Qual seria a importância da leitura num sentido prático e mais funcional?
A leitura é importante na vida social e profissional. Na prática profissional, por exemplo, quem tem capacidade crítica se diferencia, consegue ter um pensamento mais estratégico, faz relação entre as coisas e tem aptidão para usar aquilo que aprendeu. Essas qualidades podem ser levadas para a vida pessoal também.

Como você avalia as campanhas de leitura promovidas pelo Estado?
Toda campanha de leitura é importante. Há essa tendência de seguir modismos, e é inegável que uma celebridade dizer que o livro é importante traz leitores. Você percebe que as pessoas que são formadoras de opinião têm influência. É legal fazer o livro entrar na moda. Além de ter bijuteria da celebridade, a pessoa passa a querer ler a obra que a celebridade está lendo. É como torcer por um time de futebol: ninguém nasce com um time, ninguém nasce gostando de futebol. Mas o pai incentiva a criança o tempo todo, estimula-o a gostar de futebol. Dá bola, camisa – o pai valoriza o esporte, a família valoriza. De algum jeito é passado para a criança que gostar de futebol é bom. Isso deveria acontecer com o livro e com questões culturais como um todo.

De que maneira?
É importante ler na frente da criança, presenteá-la com livros, criar jogos de perguntas sobre o livro que ela está lendo. É importante criar esse espaço da leitura na vida da criança.

A pesquisa aponta o professor como a pessoa que mais influencia a pessoa a ler. Qual seria o papel da escola na promoção da leitura?
A escola é um espaço privilegiado. E o professor deve saber ler bem, gostar de ler. Senão, ele não saberá fazer o marketing correto. Os clássicos são maravilhosos, mas você tem que ter compreensão do que está lendo para poder ensinar. E os clássicos exigem conhecimento. Machado de Assis é maravilhoso, mas é complexo. Pode ser difícil para o aluno ler Machado de Assis. O importante é tentar identificar do que o adolescente gosta, o que ele quer ler.

O importante é desenvolver o hábito da leitura, divulgar que há pessoas que não conseguem dormir sem ler!

E há ‘o livro certo’?
Não! Pode ser Harry PotterCrepúsculo… Pode ser gibi! O importante é desenvolver o hábito da leitura, divulgar que há pessoas que não conseguem dormir sem ler! Com o tempo, o jovem acha o seu caminho, desenvolve o seu gosto.

Como o professor deve lidar com a diferença de gostos em sala de aula na hora de passar uma obra para ser lida no semestre?
O professor deve conhecer a sua sala de aula. É preciso escolher o livro que contemple a maioria. Ou, quem sabe, dar algumas opções, apresentar cinco ou seis livros. As crianças não são tão diferentes assim. A maioria tem gosto e interesse parecidos.

A pesquisa aponta que o índice de leitura aumentou no Nordeste e caiu no Sul e no Sudeste. A que a senhora atribui esse fato?
A principal explicação é o envelhecimento da população no Sul e no Sudeste em comparação ao Nordeste. No Nordeste, há mais jovens nas escolas. E é justamente no período escolar, dos 5 aos 17 anos, em que mais se lê. Por outro lado, na pesquisa, notamos que se lê mais espontaneamente – sem incentivos externos, como o do professor – no Sul e no Sudeste.

Você é mais otimista ou pessimista quanto ao cenário de leitura no país?
Não dá para ficar otimista com os números que temos. O ponto positivo é que esses números podem gerar inquietação nos governantes, incentivar ações mais efetivas. Não só nos governantes, mas também nos pais e nos educadores. São importantes também essas ações individuais: o pai dar livros de presente para o filho, o professor desenvolver atividades em torno da leitura, indicar livros na biblioteca… São ações muito simples que geram enorme resultado.

Fonte: ciência hoje

Deixe um comentário

Arquivado em Alertas, Atualidades