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Sliderule, a ferramenta de busca para cursos online

Você está cansado de saber que a internet oferece milhares, talvez milhões de cursos online certificados de grandes universidades do mundo, e nos campos mais diversos. Mas quando se trata de encontrar aquele curso específico que a gente tá procurando, especialmente se você quer estudar algo incomum, o bicho pega: é preciso analisar lista por lista de cada site de educação a distância e de grandes universidades – e o que é pior, em muitos casos a interface dos sites não ajuda muito.

O Sliderule chegou pra ajudar a acabar com esse problema. A ferramenta é um Google para cursos online, que busca entre quase 18 mil cursos o tema que você quer estudar. E dá pra filtrar por dificuldade do curso, data de início e palavras chave em várias línguas. O site mostra cursos pagos e gratuitos.

Fonte: GALILEU

wattpad – Livros, relatos e textos criados por todos e para todos

WattPad vem evoluindo desde 2006, de um aplicativo criado principalmente para dispositivos móveis que permitia compartilhar textos interessantes, nasceu uma robusta comunidade de escritores e leitores, com milhares de livros gratuitos e relatos de todo tipo.

Presumem ter 5 milhões de histórias registradas e 500.000 adicionadas a cada mês, com quase 2 bilhões de minutos investidos mensalmente no site, 8 milhões de visitas únicas diárias e um comentário realizado a cada segundo.

Alguns dos títulos ali encontrados tem sido lidos mais de 10 milhões de vezes, contando com até 10.000 comentários.

Sem dúvida, um bom lugar para compartilhar o que escrevermos e descobrir novos talentos no mundo da literatura.

Fonte: Wwwhat’s new

Revolução nas universidades

Avanço do ensino superior online nas melhores escolas tornará o conceito de diploma algo arcaico; e isso é bom
 
Thomas Friedman
 
Deus sabe que há muitas más notícias no mundo atual que nos derrubam, mas está ocorrendo alguma coisa formidável que me deixa esperançoso com relação ao futuro. Trata-se da revolução, incipiente, no ensino superior online.

Nada tem mais potencial para tirar as pessoas da pobreza – oferecendo a elas um ensino acessível que vai ajudá-las a conseguir trabalho ou ter melhores condições no seu emprego. Nada tem mais potencial para libertar um bilhão de cérebros para solucionar os grandes problemas do mundo. E nada tem mais potencial para recriar o ensino superior do que as MOOC (Massive Open Online Course), plataformas desenvolvidas por especialistas de Stanford, por colegas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e por empresas como Coursera e Udacity.

 
Leia o artigo completo aqui
 
Fonte: O Estado de São Paulo

Já é possível trabalhar com Google Slides sem precisar acessar à Internet

O uso de ferramentas baseadas em nuvem nos fornece certas vantagens, porém também devemos levar em conta que nem sempre podemos contar com acesso à Internet, por isso o usuário da ferramenta de apresentações do Google DriveGoogle Slides, com certeza, ficará bem contente em saber que à partir de agora já podetrabalhar sem conexão à Internet, sincronizando-se as mudanças realizadas quando voltar a ter acesso.

Para isso, caso já tenha configurado Docs para trabalhar sem acesso, não precisará fazer nada, mas, caso contrário, terá que seguir algumas instruções para habilitar a possibilidade de trabalhar sem acesso, que servirá tanto para Docs como para Slides. Se espera, em breve, poder aplicar essa possibilidade também a Google Sheets.

Porém, vale ressaltar que para poder trabalhar sem conexão à Internet, é preciso usar ou Chrome ou Chrome OS, segundo informa a própria companhia em um pequeno comunicado tanto no blog oficial de Google Drive como de maneira simultânea, também em seu blog empresarial.

Assim, o usuário que estiver no trem ou avião, ou mesmo em algum lugar onde não exista cobertura, poderá trabalhar em seus projetos criando, editando, comentando, e inclusive vendo suas apresentações sem necessidade de ter acesso à Internet, sincronizando-se todos as mudanças no momento de voltar a ter conexão.

Fonte: Publicação oficial em Google Enterprise

Google disponibiliza Painel do Conhecimento para usuários brasileiros

 

Google anunciou a oferta de seu serviço Painel do Conhecimento para usuários brasileiros.

Por meio dele, o usuário consegue obter as principais informações sobre um assunto – ou tema – na página de resultado do serviço de buscas, logo após fazer uma pesquisa.

As informações são exibidas em uma caixa, localizada à direita da tela, em um espaço antes ocupado pela publicidade.

A ficha é parecida com um artigo da Wikipedia e traz informações como data de nascimento (caso seja uma personalidade), área de atuação, descrição, imagens etc.

Para acessá-lo, não é preciso nenhum comando especial. Porém, o artigo precisa já ter sido indexado pelo algoritmo.

Segundo o Google, o novo serviço cobre atualmente 570 milhões de tópicos, como filmes, lugares, filmes de futebol, celebridades, animais, comidas etc.

Além de português, o serviço está disponível em inglês, espanhol, francês, alemão, russo e italiano.

O recurso deve ser ofertado gradualmente nos próximos dias aos usuários. Por enquanto, as pesquisas retornam resultados em inglês.

Fonte: Info

54 cursos universitários online e gratuitos que começam em janeiro

Com o início de um novo ano também se renovam as propostas das grandes Universidades que optaram por oferecer cursos online gratuito. Durante janeiro começarão 54 novos cursos gratuitos através de diferentes plataformas.

Por exemplo, desde Coursera temos 49 cursos online de universidades como a Universidade Johns Hopkins, Universidade Duke, Universidade da Pensilvania, Universidade de Washington, Universidade Estadual de Ohio, Universidad Stanford, Universidade de Edimburgo, entre outras.

Coursera

Cursos das áreas Humanas, Economia, Finanças, Educação, Informática, Medicina, entre outros. Por exemplo em Análise de Dados e Estatísticas, encontramos estas propostas de Coursera:

Computing for Data Analysis, um curso de 4 semanas, da Universidade Johns Hopkins onde entre outros temas se introduzirá a programação estatística com R, cobrindo todos os detalhes técnicos desta linguagem para a gestão de dados. Ou podemos optar pela proposta da Universidade de Washington com Computational Methods for Data Analysis onde se analisará a aplicação dos métodos estatísticos à engenharia, física e ciências biológicas.

Para ver todas as propostas disponíveis durante este mês, só temos que nos dirigir a “Cursos” e veremos as datas do início de cada curso.

Também encontramos três propostas em EdX. Para aqueles interessados nos processos fundamentais da engenharia de software a proposta é da Universidade Berkeley com CS169.1x: Software as a Service, além de apresentar Introduction to Statistics, analisando os fundamentos dos métodos estatísticos. Encerrando as propostas para este mês com a Universidade de Harvard apresenta HLS1x: Copyright, que começa em 28 de janeiro.

EdX

No portal da Universidade de Stanford, Class2Go, nos encontramos com um segundo lançamento do curso online Introduction to Databases, prometendo conteúdo atualizado e mais material de consulta.

E uma proposta completamente diferente desde Leuphana , uma universidade no norte da Alemanha, que partirá de sua plataforma digital, o curso intitulado “ThinkTank – Ideal City of the 21st Century”. Este projeto que se levará a cabo mediante equipamentos, pretende que os assistentes possam desenvolver sua visão do que seria a cidade ideal do século XXI.

Alguns dos cursos já começaram, porém, ainda é possível inscrever-se e acessar a todo o conteúdo apresentado até a data.

Fonte: Wwwwth’s new

O futuro do LIVRO

por Matinas Suzuki Jr. | Revista e

O jornalista Matinas Suzuki Jr. tem longa carreira na área com passagens pela Folha de S.Paulo, TV Cultura, Editora Abril, Portal iG, entre outros grupos do setor. Atualmente, é editor da Companhia das Letras. Em encontro realizado pelo Conselho Editorial da Revista E, o convidado desta edição falou sobre as mudanças do mercado editorial com o surgimento do livro digital, sobre o self-publishing e as transformações e desafios do jornalismo cultural. “Há uma série de associações culturais simbolizadas no livro que o digital não demole. (…) acho que essa aura de algo importante e intangível que o livro traz é mais forte que um jornal, um CD ou um filme”, diz. A seguir, trechos.

E-books
Eu vi parte do mundo digital chegando quando ainda estava nos jornais e nas revistas, e foi um impacto muito forte. Eu vi o nascimento do UOL, logo depois o mercado da música passou por essa transformação, talvez a mais radical de todas; o cinema vem passando por isso também. É um dado da contemporaneidade. O livro tem uma particularidade que eu acho importante. Jornal, música popular e televisão são fenômenos do final do século 19 e começo do 20, portanto são produtos da modernidade; o livro não, ele é um objeto de 500 anos. Há uma história de relacionamento com o livro que é diferente. O livro basicamente não mudou como produto físico em 500 anos. Ele sempre foi, na casa das pessoas, uma espécie de oráculo. As pessoas construíam bibliotecas; quem não tinha colocava os livros numa estante, como se o fato de você ter livros em casa o colocasse em um patamar diferente. O livro está associado a saber, formação, mudança de vida, de comportamento. Há uma série de associações culturais simbolizadas no livro que o digital não demole. Não é que não haverá livro digital ou que não diminuirá o espaço do livro físico, isso tudo vai acontecer mais cedo ou mais tarde, mas acho que essa aura de algo importante e intangível que o livro traz é mais forte que um jornal, um CD ou um filme. Esse relacionamento do livro como um objeto quase sagrado – não é à toa que a Bíblia é o livro mais lido no mundo –, essa relação a cultura não vai perder. Mas, ao mesmo tempo, teremos um processo de digitalização, porque o papel custa caro, a impressão custa caro e a distribuição num país como o Brasil é complicadíssima. Nós, no Brasil, temos tiragens pequenas, isso significa que você vai entregar de dois a três exemplares por livraria no país inteiro. Do ponto de vista econômico, isso não faz sentido, é exorbitante. O mundo digital traz uma racionalidade de custos, de procedimentos e uma rapidez, contra as quais é impossível lutar. A Amazon, por exemplo, diz que os leitores de Kindle compram mais livro do que os que não são leitores de Kindle, na média. Ele compra não porque lê mais, na minha opinião, mas porque comprar na internet é mais fácil, é mais barato, é só apertar um botão, o download ?do livro é rápido. No fim das contas, o que interessa é se o livro está bem escrito, se tem qualidade, o que fica do conteúdo, isso é mais importante que o objeto em si.

Self-publishing
Vejo com bons olhos este fenômeno. Todo mundo tem direito de publicar seu livro e o self-publishing barateia demais. Acho que é um fenômeno contemporâneo, assim como hoje é muito mais fácil gravar um CD, fazer um vídeo; faz parte dessa facilidade de acesso aos meios de produção do mundo contemporâneo. O problema do self-publishing é a divulgação; este é o desafio para quem usa esse canal. Outro ponto é o editor. Uma coisa é você escrever um livro, outra é editar um livro. Praticamente 100% dos livros brasileiros e alguns estrangeiros que lançamos pela Companhia das Letras têm a presença do editor dizendo: esse personagem não está muito bom, a história aqui está fraca, eu não abriria o livro dessa maneira. Os bons livros são, de certa maneira, produto dessa relação. E os bons autores são aqueles que trabalham bem com essa relação, pois eles sabem que uma coisa é o que se escreve e outra é como as pessoas vão ler aquilo. E muitas vezes o autor não tem consciência de alguns problemas do livro. O trabalho do editor é importante por isso, ele organiza melhor a leitura para os leitores, dá um acabamento no livro. Isso, o autor não necessariamente contempla no self-publishing. Em algumas experiências de self-publishing, você coloca seu capítulo no site e os membros da comunidade comentam. Isso é legal, pois essa possibilidade de interferência existe.

Jornalismo cultural 
Eu não gostaria de estar na pele de um editor de cultura nos jornais hoje, o trabalho é muito difícil. A vida cultural ficou muito mais complexa do que era no começo dos anos 1980 no Brasil, quando eu estava na redação. A oferta aumentou em quantidade e qualidade, além disso entraram para o repertório dos cadernos da cultura coisas que não eram da pauta, como moda, gastronomia. Hoje em dia, a quantidade de exposições de qualidade em cartaz é incomparável com aquela época. E, nos jornais, você tem poucas páginas, um número reduzido de pessoas para cobrir e tem que dar conta dessa diversidade. Naquela época, a sociedade inteira estava a favor da imprensa, eram os anos da abertura política, você contava com uma ressonância muito grande do que se fazia. Outra coisa, o país estava ansioso por novidades, vinha um novo Brasil, uma nova geração de políticos começava a aparecer e as pessoas estavam ávidas por boas coisas culturais, a gente tinha passado por 20 anos de censura. E o jornalismo estava com os procedimentos muito envelhecidos, estava muito cicatrizado pela época da ditadura. Nos anos de 1980, começaram a aparecer os primeiros grupos de produtores de vídeo, como o Fernando Meirelles, os novos artistas plásticos brasileiros, como o Nuno Ramos, as bandas de rock brasileiras. A Companhia das Letras também surge neste período, mudando a maneira de se fazer livros. A Mostra de Cinema de São Paulo começa ali com o Leon Cakoff. Então, tudo o que você fazia na direção de apoiar e dar espaço para esses movimentos tinha uma repercussão muito grande. E a cultura tinha uma espécie de centro de onde tudo irradiava. Hoje não existe mais esse centro, as coisas estão muito mais dispersas. Por isso, o trabalho de um editor de cultura é muito difícil hoje, ainda mais em um veículo que não sabe seu futuro, como o jornal. As condições objetivas são muito melhores, pois hoje em São Paulo se tem muito mais acesso à cultura, as opções são imensas, mas para um editor da área cultural essa riqueza é uma dificuldade para trabalhar.

O jornalista Matinas Suzuki Jr. esteve presente na Reunião do Conselho Editorial da
Revista E em 17 de outubro de 2012

“Todo mundo tem direito de publicar seu livro e o self-publishing barateia demais. Acho que é um fenômeno contemporâneo, assim como hoje é muito mais fácil gravar um CD, fazer um vídeo; faz parte dessa facilidade de acesso aos meios de produção do mundo contemporâneo.”

O concreto e as nuvens – livro impresso x livro digital

Começo este texto com um “apesar de”, e me lembro de Clarice – em Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres. Apesar de, resisto. Apesar de, não cedo. Apesar do risco do antiquado e retrógrado, apesar do melhor manuseio, transporte, armazenamento e de todos os outros motivos possíveis: prefiro o   aovirtual – ainda.

Com uma dependência cada vez maior da tecnologia, da internet  móvel, do acesso rápido e com as facilidades provenientes da digitalização e informatização do mundo, natural seria eleger as páginas passadas ao leve toque na tela como prediletas. Um acervo enorme dentro de um pequeno dispositivo, “conectável” em qualquer lugar. Dez, cem, trezentos livros ali à disposição, com você aonde quer que se vá. A fila do banco está grande? O médico está atrasado? A viagem é interminável? Liga-se o aparelhinho e escolhe-se um livro para ler. Simples, fácil, cômodo. Downloads em poucos minutos. Um catatau de 1200 páginas pesando menos de 50g. Dom Quixote, Os Maias, a Bíblia: levados no bolso, e em edições sem cortes.

A César o que é de César: a tecnologia veio ajudar, trazer mais conforto e opções, sim. Não me ponho em oposição.

Mas sou dessas que gostam do toque, da aspereza ou maciez do papel. De ver as letras impressas em tinta, sentir o alto relevo, a capa dura (ou não). Descobrir a idade do livro pelo cheiro, saber se esteve guardado por muito tempo em alguma estante – esquecido – ou se é cria nova e fresca. Virar as folhas, que – às vezes – colam umas às outras e ter que lamber de leve as pontas dos dedos para auxiliar na empreitada (apesar dos protestos de arquivologistas e bibliotecários). Prefiro o contato à distância. Ver a pilha aumentando em casa de tempos em tempos: os lidos e os “para ler”, divididos em montes que podem ser grandes ou pequenos. Ou tê-los organizados numa estante limpa e bem cuidada. Há quem chame egoísmo cultivar exemplares numa – mesmo pequena – biblioteca particular. Lamento.

Livros são presença física, como pessoas queridas: conversas através de programas que encurtam distâncias jamais substituirão o estar delas conosco frente a frente. Poder experimentá-los com todos os sentidos possíveis é inigualável. Parece-me que ter o livro nas mãos faz dele mais Livro, mais gente, mais humano, numa categoria superior aos outros sem papel.

Talvez um dia eu me convença de que o apesar de deve ser esquecido. Ou ao menos reavaliado. Talvez um dia eu compreenda sensivelmente os passos que o mundo deu e me adapte. Mas cresci colecionando gibis e livros em caixas e as acompanhava diminuírem de tamanho com o tempo. Retirava os exemplares dali semanalmente para limpá-los de um por um, até escolher o que seria lido, como num ritual místico. Difícil acostumar a vê-los independentes, impessoais e sempre limpos.

Fonte:  Livros e Afins

Livros para mudar o mundo

Quer saber uma ótima ideia para ajudar a transformar o mundo? Anote aí:

Crie uma loja virtual de CD’s, DVD’s e, claro, livros. Desse tipo de coisas que todo ama. Então, ofereça entrega grátis para o mundo inteiro (assim sua ideia terá um alcance, digamos, daqui até à Nova Zelândia e vice-versa, por exemplo). Estruture bem o site, organize a distribuição, o estoque (uns 4 milhões de títulos ou mais deve ser suficiente para começar) e escolha um nome que transmita bem a intenção do projeto. Então, pegue todo o lucro – 100% mesmo – e doe para ações sociais através de uma instituição de credibilidade. Parece utopia? Pois é exatamente essa a ideia do site Good Books, idealizado e mantido pela parte neozelandesa da Oxfam, uma ONG internacional de combate à desigualdade social.

O projeto se mantém por meio de parceria com blogueiros, escritores e empresas como a Paperback Shop UK (PBS), que faz a ponte entre fornecedores e distribuidores. Além disso, o Good Books tem um diferencial crucial para os dias de hoje: uma campanha de divulgação bem atrativa, com alto potencial de viralização.

Com a colaboração da agência String Theory e o estúdio britânico The Mill, eles criaram a série de animações “Grandes autores”. Os curtos vídeos fazem releituras de grandes trabalhos literários e ainda explicam a causa da Good Books. Uma das animações, sobre a obra de Hunter Thompson, você já até viu no Pra Ler. Confira abaixo mais um vídeo, dessa vez em homenagem à tradicional editora britânica Mills & Boon. E, se o espirito natalino já tiver tomado conta de você e quiser comprar uns livros por lá, só clicar aqui.

Goodbooks ‘Havana Heat’ from The Mill on Vimeo.

Fonte: Pra Ler

O que as Bibliotecas podem aprender com os novos usuários (e não-usuários!)

Na conferência internacional Library 2.012 (3-5 Out) a analista da Pew Internet Research Kathryn Zickuhr e a diretora da ALA Larra Clark discutiram as principais conclusões a partir de relatórios da Pew, incluindo uma análise voltada aos jovens americanos “preferências de leitura e hábitos de uso da biblioteca”. A sessão também explorou as implicações imediatas práticas para as bibliotecas públicas dos EUA.

Gooru – busca focada no aprendizado

Gooru é um mecanismo de busca gratuito desenvolvido pela Ednovo que tem como objetivo pesquisas direcionados ao aprendizado. Funciona como se fosse um LMS com abundantes recursos e ferramentas de colaboração. Uma excelente opção para os professores recomendarem a seus alunos como alternativa ao Google. Em Gooru podemos pesquisar em coleções de recursos multimídia, vídeos, livros digitais, jogos e quizzes educacionais criados por educadores da comunidade Gooru e disponibilizados em coleções. Gooru oferece mais de 30 mil recursos para atender as necessidades de aprendizado de professores e alunos.

Fonte: Blog do Enio de Aragon

10 documentários que poderiam mudar o mundo

Com o objetivo de inspirar uma mudança real no paradigma da sustentabilidade, o site Films For Action listou os 100 documentários que poderiam mudar o mundo. Para a organização, “a meta é oferecer aos cidadãos as informações e perspectivas essenciais para criar uma sociedade mais justa, sustentável e democrática”.

Confira a seguir 10 documentários que podem mudar sua vida:

1. A Corporação (2003)

Uma mistura de filme com manifesto, o documentário A Corporação ganhou mais de 26 prêmios por examinar a natureza, evolução e impactos das corporações modernas e seu crescente papel desempenhado na sociedade e vida cotidiana.

2. The Future of Food (2004)

O documentário “The Future of Food”, que em tradução para o português significa “O Futuro da Comida”, busca retratar a evolução corrente dos alimentos geneticamente modificados vendidos nos mercados norte-americanos, Canadá e México.

3. The Economics of Happiness (2010)

Com trailer disponível no site, o documentário “The Economics of Happiness” descreve um mundo que se move simultaneamente em duas direções opostas. De um lado, os governos e grandes empresas continuam a promover a globalização e a consolidação do poder corporativo. Ao mesmo tempo e ao redor de todo mundo, as pessoas resistem a essas políticas, exigindo novas regras para o comércio e as finanças.

4. Dirt! The Movie (2009)

Ganhador de diversos prêmios, o documentário “Dirt! The Movie” busca analisar o relacionamento entre os seres humanos e o solo, incluindo sua necessidade para a vida humana e impactos na sociedade.

5. Lifting the Veil: Obama and the Failure of Capitalist Democracy (2011)

O filme, em português “Levantando o Véu: Obama e o Fracasso da Democracia Capitalista”, busca explorar o papel histórico do Partido Democrata norte-americano como o “cemitério de movimentos sociais”. Disponível em inglês.

6. What A Way To Go: Life at the End of Empire (2007)

Tim Bennett é um homem comum da classe média norte-americana, que viveu grande parte de sua vida alheio aos grandes pesadelos da sustentabilidade global. O documentário “What A Way To Go: Life at the End of Empire” mostra a jornada desse indivíduo da total complacência para a consciência. Ele investiga suas raízes ocidentais, as histórias com as quais foi criado e dá detalhes da dura realidade que humanos enfrentam agora: as mudanças escalares do clima, a escassez de recursos, ecossistemas degradados, população global em crescimento explosivo e economias globais em frangalhos.

7. War Made Easy (2007)

Narrado pelo ator e ativista norte-americano Sean Penn, o filme “War Made Easy” desenterra notáveis imagens de arquivos com distorções e exageros oficiais que revelam como a mídia norte-americana promove acriticamente as mensagens pró-guerra de sucessivas administrações presidenciais, de Lyndon Baines Johnson a George W. Bush.

8. In Transition 2.0

O documentário “In Transition 2.0″ trata sobre o movimento Transition, que propões respostas em pequena escala de comunidades globais nas áreas de alimentação, transporte, energia, educação, lixo, artes e muito mais.

9. 2012: Tempo de Mudanças

Depois de ler o livro “2012 – O Ano da Profecia Maia”, de Daniel Pinchbeck, o diretor brasileiro João Amorim decidiu se juntar ao autor para fazer o documentário “2012: Tempo de Mudanças” sobre a questão ambiental, enfatizando alternativas possíveis para mudar a situação de degradação do planeta.

10. Gasland (2010)

Ao receber uma carta de uma companhia de gás natural oferecendo 100 mil dólares para poder explorar seu terreno para extrair gás, Josh Fox inicia uma pesquisa pelos Estados Unidos e descobre um verdadeiro rastro de mentiras, contaminações e suspeitas que se transformam no filme “Gasland”.

Não deixe de assistir!

Fonte: Universia Brasil

Google quer oferecer respostas sem precisar das perguntas

Empresa testa novo recurso que tenta oferecer a informação que o usuário nem ao menos pensaria em buscar na internet  

Olhar Digital

O Google está tentando deixar de ser um buscador para se tornar praticamente um ‘vidente’. A empresa está testando um novo recurso para entregar informações aos usuários sem que eles nem mesmo tenham pensado em pesquisar sobre o assunto.

Tom Simonite, do MIT Technology Review, conta que ele, juntamente com outras 150 pessoas participaram dos testes do Google. Eles recebiam, durante três dias, oito mensagens diárias perguntando “O que você quis saber recentemente?” em seus celulares. O experimento recebeu o nome de Daily Information Needs Study (Estudo sobre Necessidades Diárias de Informação).

A intenção do gigante das buscas é oferecer informações que os usuários não pensam em ‘jogar no Google’. “Talvez eles perguntem a amigos, ou precisam olhar em um manual como montar uma mobília”, conta Jon Wiley, designer chefe de experiência do usuário do Google Search.

Wiley, que ajudou a dirigir o experimento, explica que incomodar os usuários perguntando o que eles gostariam de saber naquele momento é a melhor maneira de saber e oferecer as informações das quais o Google ainda não dispõe.

A princípio, o Google se basearia na geolocalização dos aparelhos mobile para exibir informações relacionadas ao lugar onde a pessoa está. Simonite dá o exemplo de que, durante o período de testes, ele perguntou qual era o tempo da fila do caixa do seu mercado local.

“Nós costumamos dizer que a ferramenta de buscas perfeita vai providenciar exatamente a informação de que você precisa, no exato momento, potencialmente sem que você precise pedi-la”, conta Jon Wiley.

Fonte: Pesquisa Mundi

BiblioCrunch oferece tudo que você precisa para publicar um ebook

BiblioCrunch.com é uma plataforma que permite aos escritores e editores criar e comercializar seus próprios livros digitais. Através desta plataforma, qualquer um pode compartilhar suas histórias em qualquer formato (epub, mobi, pdf).

Uma vez que o usuário digitou todos os capítulos de seu livro, pode publicar gratuitamente ou vendê-lo.

O principal objetivo deste site é ajudar os autores a criar livros eletrônicos, mas também é projetado para ajudar a compartilhar os livros.

A principal novidade desta iniciativa é o valor que você traz a plataforma de comunidade on-line, um aspecto que se destaca Miral Sattar , criador do projeto. Nesta comunidade, os escritores podem entrar em contato não só com outros escritores e leitores, mas também diretamente com editores e designers para editar ou seus ebooks.

Uma vez publicado, cada ebook tem sua própria página de download.

Fonte: Comunicação cultural

Bundlr – uma ferramenta excelente para trabalhos acadêmicos

Quando temos que realizar algum trabalho de investigação na Internet, encontramos com frequência vídeos, textos, tweets e outro conteúdo que pode ajudar a alimentar o resultado.

Bundlr é uma nova ferramenta que nasce com este objetivo, facilitar o trabalho de quem busca conteúdo sobre algum tema determinado na Internet, agrupando o que foi encontrado em uma única página.

Como podem ver no vídeo inferior, apenas temos que ativar o botão de Bundlr no nosso navegador para que o componente que estamos visitando seja guardado automaticamente na nossa conta, sendo possível guardar guardar também uma seleção de texto específica de alguma página.

Aqui tem um vídeo e uma captura do meu primeiro Bundlr:

 

 

Fonte: Wwwhat’s new

Você sabia? A ScienceDirect, através do Portal de Periódicos, já possui acesso a livros-texto de bibliografia básica e livros em português

Conheça os títulos recentemente assinados pela CAPES e já disponíveis nos catálogos abaixo:

 
Como material de suporte ao usuário disponibilizamos o Tutorial Online e o Guia Rápido do Usuário
onde você encontrará informações sobre como usar as ferramentas, recursos e benefícios!Veja como usar ScienceDirect no seu celular!

Educação ganha banco de informações

 


Grupo Pearson lança banco de dados internacional sobre o tema

PublishNews | Iona Teixeira Stevens

A Pearson lança hoje o banco de informações The Learning Curve,ou “A Curva de Aprendizado”, com dados sobre o desempenho educacional de 50 países, incluindo o Brasil, e que identifica as principais ações de cada país para melhorar a Educação. O site reúne pesquisas, índices, vídeos, indicadores, cases, artigos e dados socioeconômicos do tema. O projeto é realizado pela Economist Intelligence Unit, divisão de informações de negócio do grupo britânico, e vem atender uma demanda cada vez maior por informações sobre o setor de educação no país e no mundo.

O grupo Pearson informou em nota que o estudo traz ainda “um novo índice global de habilidades cognitivas e desempenho escolar, criado a partir do cruzamento de indicadores internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos), TIMMS (Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência) e avaliações do PIRLS (Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura), assim como dados educacionais de cada país sobre alfabetização e as taxas de conclusão de escolas e universidades”.

Já no lançamento, o índice global de Habilidades cognitivas e de desempenho escolar aponta que o Brasil ficou em penúltimo, à frente apenas da Indonésia, em uma amostra de 40 países. O índice é dividido em duas categorias: habilidades cognitivas e nível de escolaridade. As pontuações indicam se os países estão acima ou abaixo da média entre os participantes. Para ler o primeiro relatório do banco de dados, clique aqui.

Os perigos de usar Google Imagens ou Wikimedia para ilustrar nossos trabalhos

Quando escrevemos um artigo, criamos um cabeçalho ou ilustramos qualquer seção de nosso site temos que buscar conteúdo gratuito de boa qualidade que ajude a atrair a atenção de nossos visitantes ou clientes. A tentação de acessar a enorme quantidade de conteúdo de imagens no Google ou a suposta garantia de Wikimedia para encontrar fotografias “de livre uso” é enorme, porém temos que nos controlar para evitar problemas.

As pessoas que tiraram a fotografia que queremos incluir tem o direito de decidir o tipo de licença deste trabalho, e detalhes como esse devem ser negociados diretamente com o autor. Google Imagens inclui filtros em seu buscador para encontrar fotografias gratuitas, porém não é infalível, já que não tem como verificar que, efetivamente, essa foto tenha sido publicada nesse site pelo criador da mesma.

Se meu vizinho, por exemplo, encontra uma imagem protegida na Internet e, por desconhecimento, a publica em seu blog, que tem licença Creative Commons em todo seu conteúdo, Google detectará uma imagem gratuita que, na realidade, não é, gerando uma informação que pode causar problemas a muitas outras pessoas.

Algo parecido ocorre com Wikimedia, em cada fotografia, podemos ver o nome do autor e a licença da imagem, porém, não há garantia de que tenha sido realmente o autor quem subiu a imagem, nem dados de contato do mesmo para eliminar a dúvida. Wikimedia trabalha constantemente para eliminar a tempo essa informação falsa, porém durante os dias em que uma fotografia estiver disponível em seu portal até se verificar que o usuário que a subiu é realmente o autor, podem ser feitos muitos usos indevidos do material obtido.

É por isso que é importante divulgar notícias com fotos Creative Commons de 500px ou de Flickr. Estas redes sociais incluem canais de contato com os autores do material, sendo melhor para garantir que a licença mostrada é a especificada pelo autor da mesma.

http://wwwhatsnew.com/wp-content/uploads/2012/11/captura-392-600x109.jpg

Garantia de 100% nunca há, porém, se pudermos entrar em contato com o autor do material, sempre teremos um certo respaldo quanto à possíveis problemas que possam ocorrer futuramente.

Podem ver mais dicas sobre este tema no artigo: Sobre bancos de imagens grátis

Fonte: wwwhat’s news

Gmail já permite anexar arquivos de até 10 Gigas, usando Google Drive

No blog de Gmail comentam a notícia que muitos estávamos esperando faz tempo: já é possível integrar Google Drive com Gmail para anexar arquivos grandes sem necessidade de fazer o upload deles.

Como podem ver na imagem superior, apenas temos que apertar no ícone do Drive, dentro da nova janela de composição do Gmail, e selecionar o arquivo desejado, permitindo tamanhos de até 10 Gigas, 400 vezes mais do que antes.

Gmail também verificará se todas as pessoas que recebam o arquivo terão acesso a ele, permitindo alterar a privacidade do conteúdo sem sair da plataforma de emails.

Esta opção estará disponível para todos durante os próximos dias, fiquem atentos!

 

Fonte: wwwhat’s news

Duck Duck Go é um motor de busca com menos propaganda e mais privacidade

Oferecer ao usuário resultados de buscas relevantes baseados no modelo crowdsourcing, além de uma página limpa – com menos propagandas -, prioriza a privacidade do internauta. Este é o objetivo do Duck Duck Go, um sistema de pesquisa norte-americano.

Página inicial do Duck Duck Go (Foto: Reprodução/Ricardo Fraga)

Fundado por Gabriel Weinberg, Bacharel em Física e com Mestrado em Tecnologia e Política pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), o Duck Duck Go tem uma base de dados que utiliza o modelo crowdsourcing, semelhante ao usado pelo site Wikipédia. Neste sistema, os usuários adicionam informações sobre todo tipo de coisa e quanto maior a base de dados inserida, maior a relevância que os resultados podem obter.

Diferente do Google, que utiliza as informações de todas as pesquisas feitas pelo usuário para tornar o resultado o mais relevante possível para a pessoa, o Duck Duck Go sequer armazena as buscas feitas pelas pessoas. Assim, o buscador objetiva conseguir dar conclusões relevantes, mas sem levar em consideração os dados e gostos pessoais de seus internautas. De acordo com o serviço, nem mesmo o endereço de IP de quem faz a pesquisa é guardado.

Além de resultados mais precisos levando em conta o “conhecimento comum”, o Duck Duck Go prioriza a limpeza de seus resultados, exibindo bem menos publicidade do que os concorrentes. Então, se você utiliza muito os serviços de busca, mas não gosta de páginas poluídas e ainda preza bastante pela sua privacidade e não quer que ninguém fique sabendo o que você anda pesquisando pela Internet, esse site é uma excelente opção.

Fonte: Pesquisa Mundi, Ricardo Fraga | Techtudo

A INTERNET DO FUTURO

Agência FAPESP – No primeiro semestre de 2013, algumas universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo começarão a se conectar a uma rede experimental na qual serão testadas aplicações de novas tecnologias que poderão definir a internet do futuro.
Em âmbito nacional, outras dez instituições brasileiras, incluindo três do Estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) –, também serão integradas a outra rede experimental que começará a ser criada no início de 2013 com o mesmo objetivo da rede paulista.

As duas redes experimentais acadêmicas brasileiras se somarão a algumas outras estabelecidas nos últimos anos em outros países com o objetivo de preparar universidades e instituições de pesquisa a uma mudança de paradigma na tecnologia de internet, prevista para ocorrer já nos próximos anos.
Segundo especialistas na área, as redes experimentais brasileiras possibilitarão aos pesquisadores em rede do país desenvolver e testar diversas soluções locais baseadas em OpenFlow que, eventualmente, poderão ser implementadas nas redes acadêmicas para suportar tanto o atual tráfego legado de dados entre elas como também novas funcionalidades.
Como se terá acesso à interface de programação dos switches com protocolo OpenFlow que compõem as redes experimentais, é possível desenvolver e implantar diversas soluções no servidor que os controla. Entre elas estão inovações voltadas para racionalizar a utilização das redes, tornando-as mais seguras e menos sujeitas a falhas.
“O OpenFlow abre a possibilidade de se programar uma rede, em vez de apenas configurá-la, que é o que só se consegue fazer hoje. Em função disso, deverá surgir uma série de empresas que desenvolvem software para redes, a exemplo do que já está ocorrendo nos Estados Unidos”, estimou Marcondes, que participa do projeto Fibre.
Na avaliação de Marcondes e outros especialistas, a comunidade científica brasileira tem muito mais condições de participar ativamente e desempenhar um papel mais relevante nessa mudança de paradigma da tecnologia da internet para redes baseadas em software do que quando entrou em cena a web, a versão “moderna” da internet.

As bibliotecas não têm passado: transformam o antigo em contemporâneo

*Por Alberto Manguel | O Globo

Dizer que uma biblioteca é o repositório da memória de uma sociedade parece implicar que essa memória é algo que está distante no tempo, contemporâneo de Alexandria. A noção de que aquilo que preservamos do esquecimento pode ser tão recente como nossa infância ou a dos nossos avós nos escapa: preferimos pensar na história social como uma história antiga, velha como Matusalém. Em vez disso, as bibliotecas são os principais repositórios de nossa própria história e dão uma espécie de modesta imortalidade àquilo de que o passado deseja se apropriar. As bibliotecas transformam o antigo em contemporâneo. O lugar onde vivemos, as pessoas que vemos todos os dias, possuem histórias documentadas, intencional e involuntariamente, em toneladas de papel e tinta, em retratos e fotografias, em vozes gravadas, em papiro e rolos de cera e formatos eletrônicos. De uma biblioteca, pode-se dizer que não tem passado: tudo é presente ou, se preferirmos, tudo, inclusive este momento e este lugar em que nos encontramos, pertence a um passado no qual continuamos a existir.

Esse passado é o de cada um de nós, mas, sobretudo, é o nosso em conjunto. Uma biblioteca pública sempre guarda em si, implicitamente, a noção de uma certa identidade coletiva. Contudo, podemos perguntar: que elemento, que característica precisa define essa identidade? Obviamente, uma biblioteca regional ou nacional deve trazer a preocupação de abrigar sob seu teto a maioria das obras que esta região ou nação produziu e permitir aos cidadãos deste lugar acesso a todos os seus cantos. No entanto, para encarnar plenamente a identidade coletiva, para ser, em certo sentido, sua imagem emblemática, deve possuir algo mais, algo que permita aos leitores reconhecer nela uma duplicidade esclarecedora: ser uma instituição conservadora, mas estar sempre em crescimento, sentir-se enraizada no passado, mas traduzir constantemente esse passado em futuro, colocando-se como um centro ao mesmo tempo local e deslocalizado, como um arquivo concentrado e eclético, como um microcosmo e um macrocosmo reunidos sob um único teto.

Leitores crescem à sombra de censores e políticos 

Talvez porque a história é um gênero literário, os grandes eventos da humanidade obedecem a leis de estilo e regras de sintaxe. Nossas tragédias e comédias têm heróis e vilões, respostas memoráveis e atos simbólicos. Com esmero artístico, ainda que nem sempre alcançado, construímos nossas sociedades e instituições e, ao longo do tempo, como ocorre em nossa memória com as obras literárias, nossas ações se resumem a uns poucos parágrafos notáveis. Assim acontece com nossas ambições e empreitadas, nossas fundações e destruições, nossos finais e começos. Nossas cidades, como nossos livros e obras de arte, entesouram significados que seus autores muitas vezes desconhecem e símbolos que, às vezes sem querer, são arcaicos e universais. A arquitetura de uma cidade simboliza sua história, e toda sociedade pode reclamar como seu o epitáfio que o arquiteto Wren escreveu para seu túmulo na catedral de Westminster: “Si monumentum requeris, circumspice” (“Se necessita de um monumento, olhe em volta”). Censores e políticos sabem disso e, em nossa época, tratam de substituir as bibliotecas, centro simbólico de uma sociedade letrada, pelos bancos, centro simbólico de uma sociedade gananciosa.

Desde o princípio, há mais de cinco milênios, os leitores cresceram à sombra de censores e políticos. Os primeiros creem, apesar dos incontáveis exemplos em contrário, que é possível anular o passado, cegar o presente, espoliar o futuro, aniquilar uma ideia uma vez expressada e, literalmente, apagar as palavras da memória comum. Os outros pensam que, deformando ou empobrecendo o ato da leitura, podem transformar os leitores em meros consumidores, debilitando seu poder de reflexão e seu juízo, condição necessária para consumir às cegas — assim, por um tempo, podem alcançar seus objetivos, embora não para sempre. Ambos os esforços são, ao fim e ao cabo, inúteis, mas demonstram a extraordinária fé que as autoridades possuem nos poderes do leitor: poder de escolher, de discutir, de questionar, de transformar, de recordar, de imaginar mundos melhores. O poder do leitor é imenso.

Nas sociedades do livro, a biblioteca, apesar de ficar em um lugar específico, assume para seus leitores uma geografia universal, já que a palavra escrita elimina fronteiras. Esta geografia sem fronteiras que a palavra escrita cria elege como centro o espaço da biblioteca. Os sete mares e os seis continentes confluem para as prateleiras destes edifícios icônicos, como também as constelações, os sóis e as trevas, imensidão que converge para a mesa de cada leitor e se resume a algumas linhas do texto que está lendo. A biblioteca universal não existe, a menos que toda biblioteca seja universal.

Desde sempre temos levado conosco nossas palavras — nossos livros, nossas bibliotecas — para nos acompanhar em nossas peregrinações. A Europa herdeira de Santo Isidoro (tanto de seus talentos intelectuais como de seu antissemitismo e demais preconceitos) projetou sua enorme sombra na aventura da conquista, que outros chamam invasão. Os soldados letrados e iletrados que emigraram para o novo continente levaram não só a mitologia europeia, das sereias e amazonas ao deus redentor que agoniza em uma cruz, mas também livros que eram memória e glosa de tais mitologias. É inquietante ler na crônica da primeira viagem de Colombo que, ao ver uns peixes-boi na costa da Guiné, ele acreditava ver “três sereias que saltaram bem alto no mar, mas”, completa fielmente o almirante, “não eram tão bonitas como as pintam”. Perturba também saber que era importante para esses homens trazer a terras desconhecidas os seus livros. Dom Pedro de Mendoza, fundador da minha Buenos Aires, trouxe consigo vários tomos. Para ele, contemporâneo de “Dom Quixote”, o mundo intelectual era um só, ou, em outras palavras, para ele em qualquer empreitada particular devia intervir o universal. Em todo caso, é importante reconhecer que seu impulso foi o de dar à nova cidade o fundamento de uma biblioteca transportada e se assegurar assim, por associação, uma espécie de imortalidade.

Livros acompanharam migrações humanas 

Uma espécie de imortalidade: talvez seja este o impulso que nos leva, nas sociedades do livro, a ser nômades literários. Nossas eternas migrações são acompanhadas de leituras; entre os pertences que levamos para o exílio estão nossos livros; em nossas migrações transportamos animais, tendas, sementes, armas, mas também bibliotecas. Os reis egípcios criavam bibliotecas nas cidades mais longínquas. No século V a.C., o jovem Alcebíades, visitando um afastado povoado durante seus périplos pelas colônias gregas, deu um soco no nariz de um professor em cuja escola não encontrou um único exemplar de Homero, porque julgou que o homem havia faltado a seu dever intelectual. Alexandre, o Grande, talvez para não esquecer que os vencidos também têm voz, sempre levava a suas guerras um exemplar da “Ilíada”. No século X, Abdul Kassam Ismael, grão-vizir da Pérsia, para se sentir em casa em qualquer lugar, viajava sempre com sua biblioteca de 117 mil obras carregadas no lombo de 400 camelos treinados para marchar em ordem alfabética. Desde os primeiros tempos, os exilados se consolam com seus livros porque estes são, como queria Marguerite Yourcenar, sua pátria. Estes podem ser muitos ou apenas um. Próspero, em “A tempestade”, de Shakespeare, leva ao exílio sua biblioteca mágica, que é a fonte do seu poder. Vladimir Nabokov emigra de sua amada Rússia com o dicionário russo em seu bolso. Liao Yiwu foge da repressão na China com um pequeno exemplar de “O romance dos três reinos”, de Luo Guanzhong, em cujas margens escreve seus poemas. Toda biblioteca é herdeira destes heroicos leitores.

*Alberto Manguel é escritor e ensaísta nascido em Buenos Aires e naturalizado canadense, autor de “A biblioteca à noite” e “Os livros e os dias” (Companhia das Letras), entre outros títulos. Dia 21, às 19h, ele participará do projeto Leituras Imperdíveis, na Biblioteca Municipal de Botafogo (Rua Farani 53). O evento tem entrada franca.

10 Grandes Escritores que foram parar na cadeia

Algumas das mentes mais brilhantes da literatura acabaram tendo problemas com a lei ou com a política, e por isso fazem parte desta lista com uma seleção com 10 grandes escritores que foram parar no xilindró.
1 –  Marquês de Sade: Talvez dentre os escritores é o que mais conheceu e mais vezes a prisão. Escritor libertino vem de seu sobrenome o termo sadismo. Boa parte de sua literatura foi escrita dentro da prisão da Bastilha onde foi encarcerado diversas vezes, inclusive por Napoleão Bonaparte.
2 - Cervantes: Um dos maiores escritores da literatura mundial passou por problemas depois de serem encontradas discrepâncias em suas contas, o que lhe rendeu a cadeia em Sevilla.
3 – Aleksandr Solzhenitsyn: Em fevereiro de 1945, enquanto servia na Prússia Oriental, ele foi preso por escrever um comentário depreciativo em uma carta a um amigo, ND Utkevich, sobre a condução da guerra por Josef Stalin. Em 1970 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.
4 – Oscar Wilde: Escritor reconhecido por seu trabalho brilhante foi condenado a 2 anos por “atentado violento ao pudor” praticado com outros homens.
5 – Jorge Amado: Um dos escritores brasileiros mais traduzidos pelo mundo, diz-se também que foi um dos mais espionados por causa de sua ligação com o comunismo. Esteve preso entre os anos de 1936 e 1937 por se opor ao “Estado Novo”.
6 -William Burroughs: Chegou a ficar 13 dias na prisão no México pela morte de sua esposa num disparo durante um jogo de “Guilherme Tell” em que estavam todos bêbados. Seu irmão subornou alguns advogados e funcionários conseguindo sua libertação no Novo México, onde a família tinha uma casa em que ocorreu o fato.
7 – Ken Kesey: Considerado por alguns um elo entre a geração beat e os hippies foi preso por posse de maconha em 1965. Em uma tentativa de enganar a polícia, ele chegou a simular seu próprio suicídio.
8 – Camilo Castelo Branco: Um dos principais escritores portugueses casou-se muito cedo aos 16 anos, e foi preso por adultério por envolver-se com uma prima de suas esposa.
9 – O. Henry: Escritor americano que criou o termo “República de Bananas” para ditaduras tropicais na América Latina foi preso por causa de problemas com a receita federal sendo condenado a 5 anos de prisão por desvio de fundos.
10 – Graciliano Ramos: Outro escritor brasileiro a ser detido por causa da ligação com o partido comunista. Detido foi enviado ao Rio de Janeiro no porão de um navio, onde foi encarcerado. Da prisão nasceu o livro Memórias do Cárcere, onde relatou os acontecimentos da sua vida e dos presos pelo “Estado Novo.”

Biblioteca virtual reúne mais de 150 bilhões de sites

Um biblioteca online, gigantesca e acessível. Os números do Internet Archivejustificam esses adjetivos. Fundado em 1996 pelo norte-americano Brewster Kahle, o portal reúne mais de 6 milhões de documentos em texto, áudio e vídeo.

Em crescimento constante, o arquivo online acaba de lançar um novo serviço: o TVNews, um site que reúne todos os programas jornalísticos das principais emissoras de TV dos EUA, exibidos nos últimos três anos. Grátis e com sistema de busca avançada, o endereço virtual já contabiliza mais de 350 mil arquivos.

Com possibilidade de pesquisa a partir de períodos de tempo, palavras-chave e também por redes específicas, o serviço disponibiliza, por exemplo, todos os programas que anunciaram a morte de Osama Bin Laden.

Abaixo, o Catraca Livre destaca outros conteúdos oferecidos pelo portal que possui uma depósito físico com mais de 40 mil livros, em São Franciscos, EUA.

Vídeos raros - Com mais de 900 mil registros em vídeo, a página possui desde comerciais antigos, até material integrante de coleções de grandes universidades. Entre os inúmeros destaques está um demonstrativo do computador “Lisa”, da Apple, realizado em 1985, pertencente ao acervo da Universidade Stanford.

Livros clássicos - São cerca de 3,6 milhões de arquivos disponíveis. São inúmeros os autores americanos com obras disponíveis quase por completo para download. Obras-primas como “Tristes Trópicos”, do antropólogo francês Claude Levi-Strauss, também podem ser consultadas online.

Wayback Machine – Já são mais de 150 milhões de registros no site de maior sucesso do portal. Ele é composto por imagens capturadas  por robôs que monitoram e fotografam todas as páginas da web de 1996 em diante. Como o próprio nome sinaliza, o site faz uma viagem ao tempo.

Documentos históricos –  A página reúne documentos diversos. Há desde censos da população brasileira do inicio do século XX, por exemplo,  até a carta de Pedro Álvares Cabral enviada ao rei de Portugal.

Música ao vivo - Um catálogo inúmeras raridades, como o show do Grateful Dead no Madison Square Garden, em 1979.

Aproveite para compartilhar!

Fonte: Catraca Livre

69 dicas de internet para estudantes

Com o acesso à internet cada vez maior para os estudantes, ficou quase inimaginável fazer uma pesquisa offline. Por isso, confira 69 dicas de internet para estudantes.

No Brasil, a internet chega cada vez mais aos lares das pessoas. Como consequência, esta se transformou num importante aliado do aluno para suas pesquisas e aprendizado. Hoje em dia, pode-se aprender praticamente tudo online. Por isso, nada melhor do que algumas dicas para potencializar o uso dela para ajudar você nos seus estudos e pesquisas.

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A lista está dividida em vertentes do aprendizado e contém, ao todo, 69 dicas de internet para estudantes. Confira:

1. Navegadores

É essencial que você tenha um bom navegador para realizar qualquer atividade na internet. O mais recomendado é o Mozilla Firefox, um dos melhores disponíveis atualmente. Boas alternativas: Google ChromeOpera e Safari. 2. Pesquisa

Não existe uma ferramenta ideal de pesquisa que satisfaça todas as suas necessidades, mas você pode começar com as seguintes:1- Ottobib, para pesquisas bibliográficas.

2- Google Reader, para inscrever-se nos melhores “feeds” da internet.

3- Spreeder, para ajuda-lo a ler mais rapidamente.

4- Dictionary.com, para consultar definições e significados.

5- SpellJax, para confirmar que você não teve erros de ortografia em inglês.

6- Google Video e até o Youtube, para aprender por meio de vídeos.

3. Aprendendo e fazendo brainstorm

A pesquisa é inútil se você não estiver aprendendo nada. Uma forma inteligente de aprender algo é usar mapas conceituais. Recomenda-se que você use o XMind e o FreeMind. Alternativas: Mindomo,MindmeisterCmapComapping.

 4. Comunicação: e-mail e chat

Essas duas subcategorias formam a base da comunicação via internet. Ambas oferecem vantagens em relação ao telefone, inclusive pela possibilidade de anexar informações e poder responder aos outros na hora que convém a você. E-mail recomendado: ThunderbirdGMailMozilla SeaMonkey. Chats recomendados: Adium (Mac OS X) ou Pidgin (Windows, Mac). Alternativa: Meebo.

5. Ferramentas de colaboração

Colaboração vai além de projetos de negócios como GanttProject e entra nas funcionalidades de chat e documentos editáveis, entre outras ferramentas. Use o programa Campfire. Alternativas: Scriblink e Skype. Neste último, você pode fazer conferências online e enviar pastas e documentos ao mesmo tempo.

 6. Gráficos e diagramação

Para ferramentas de gráficos, visualizações, edição, gráficos 3D e diagramação, recomendamos: Inkscape,GimpBlender e Gliffy.

7. Edição de documento

É normal ter que escrever ensaios e redações para a faculdade. É de praxe também que esses trabalhos sejam em grupo. Por isso, é positivo valer-se de ferramentas de edição de documentos, dessa forma, todos os integrantes podem participar do trabalho ao mesmo tempo. Recomendamos: OpenOffice suite. Alternativas: Google Docs + SpreadsheetsZoho e PDF Creator.

 8. Ferramentas de apresentações

Se você precisa de algumas alternativas para o Power Point, escolha o OpenOffice ou o ZohoShow ou oSlideShare.

 9. Transferência e armazenamento de arquivos

Está precisando compartilhar esses documentos e apresentações com o seu projeto de estudo? Você pode usar esses serviços: FileZilla. Alternativas: FireFTP.

 10. Produtividade e gestão de tarefas

Existe um mercado imenso de produtividade e gestão de tarefas. Nisso, estão incluídos listas de tarefas, calendários e formas híbridas para plataformas de desktops e celulares. Recomendamos: Google CalendarRemenber the MilkTada List. Para seu celular: Jott.

 11. Matemática e modelagem

Mathematica e MathCad são ótimos pacotes, mas, além de caros, estão acima das necessidades dos estudantes, ao menos que você esteja fazendo pós-graduação. Recomendamos: Gbu Octave. Alternativas:Sage MathMathwayOpen Source PhysicsPOV-Ray.

12. Programação, códigos e web development

Se você quer aproveitar todos os códigos e ferramentas abertas que existem hoje em dia, você provavelmente terá que instalar o Linux no seu computador. Ou, como alternativa, o cygwin para Windows, mas você perderá diversas ferramentas do Linuz. Mesmo que você não queria o Linux, você tem uma série de alternativas: PerlPHPPhytonRuby on RailsEclipseIngres CaféDreamspark. Se você quiser uma multi-plataforma comparável ao FrontPage ou Dreamweaver, tente o NVu.

 13. Blogs e Micro-blogs

O WordPress é o mais recomendado, mas se você não quiser pagar, use o Drupal, wiki-software. Para micro-blog: Twitter.

14. Fóruns e redes sociais

Precisa de uma rede social para seu time, classe ou projetos de departamentos e matérias? Use oBuddyPress. Alternativa: BBPress ou Vanilla forums.

 15. Finanças pessoais

Para ajudar a gerir os seus ganhos e gastos, recomendamos o Wesabe. Alternativas: DimeWiseMint eMoneytrackin’.

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